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Vale: MST ameaça incendiar locomotivas em Carajás

A Companhia Vale do Rio Doce informou que a Estrada de Ferro Carajás continua com os serviços de transporte de minério e de passageiros interrompidos por conta da invasão de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo a nota da Vale, os manifestantes ameaçam incendiar locomotivas. A empresa informou que registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil do Pará narrando o acontecido, segundo relato dos empregados feitos reféns: "Um grupo de aproximadamente 300 pessoas ocupou a linha 1 para impedir que as locomotivas, com 156 vagões, continuassem a viagem. Desse grupo, cerca de 15 pessoas, encapuzadas, armadas de foices, picaretas e porretes de madeira, tentaram quebrar os vidros das portas e janelas a golpes de picaretas. Um dos invasores deu a ordem para atear fogo nas locomotivas. Os invasores obrigaram o relator a avisar, via rádio, ao controle da Ferrovia, que o grupo iria armazenar embaixo das locomotivas gasolina, óleo diesel e entulho", diz a nota.A empresa ressaltou que a lista de reivindicações divulgadas pelo MST não possui qualquer relação com a Vale, mas sim que "cabe aos governos estadual e federal a condução do processo de negociação com esses invasores". Segundo a empresa, as negociações da primeira pauta apresentada pelo MST vinham sendo conduzidas pelas autoridades estadual e federal, fórum adequado para este tipo de reivindicações, quando o MST optou por interromper as conversas e pressionar as autoridades ao promover a paralisação da ferrovia.A Vale informou também que enviou hoje cartas ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, e à governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, reiterando preocupação com a gravidade da situação e alertando que a determinação da Justiça Federal de reintegração de posse da ferrovia continua sendo desobedecida. O documento também solicita que "seja elevada ao patamar de R$ 10 mil a multa diária pelo descumprimento da desocupação e determinar, com o uso de força policial, a imediata desobstrução da área interditada".

KELLY LIMA, Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 19h12

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