Vale não acelerará negociação do minério, diz Agnelli

Segundo ele, demanda pelo insumo "está forte" e mineradora aguarda melhor momento para negociar

Mônica Ciarelli, Agência Estado

14 de dezembro de 2009 | 13h54

O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que existe uma "tendência de alta" no preço do minério para 2010. Entretanto, o executivo não fez previsões sobre o aumento. Segundo ele, a demanda pelo insumo "está forte" e a mineradora aguarda o melhor momento para começar a negociar com seus clientes o preço de referência para 2010.

 

Para Agnelli, não há motivos para que a Vale queira acelerar o início das negociações com os clientes. "Você tem contratos que valem até abril. Não tem porque querer acelerar a negociação. Tem que ser com calma", afirmou.

 

O presidente da Vale lembrou que já existe um consenso no mercado em torno de um aumento no preço do minério de ferro. Os analistas do setor projetam um reajuste entre 10% e 20% para 2010. "Acho que tem demanda, mas evidentemente os clientes não querem (a alta)", disse o executivo.

 

A negociação com a China é considerada relevante pelo executivo, que lembra que o país consome 50% do minério de ferro negociado no mundo. "Em qualquer hipótese temos que sentar e conversar com os chineses". Em 2009, o país foi o único a não aceitar oficialmente o acordo da Vale que reduziu em 28% o preço do minério.

 

A desvalorização do dólar frente as principais moedas - inclusive o real - é um fator que. segundo Agnelli, também vai influenciar na negociação do preço da commodity em 2010. "O dólar está fraquejando em relação a outras moedas. Isso se reflete em aumento de custo de produção e no preço das commodities de modo geral", afirmou. O executivo acredita que a recuperação do valor das matérias-primas ao longo de 2009 também deve influenciar nas negociações do próximo ano.

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