Wilton Júnior / Estadão
Wilton Júnior / Estadão

Vale planeja aumentar a parcela de produção a seco para 70% em 2023

Intuito é diminuir a utilização de barragens nas operações; companhia planeja investir R$ 1,5 bilhão a partir de 2020

Rodrigo Petry, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2019 | 11h13

A Vale planeja aumentar a parcela de produção a seco para 70% em 2023 e, consequentemente, reduzir a utilização de barragens nas operações, informou a empresa em comunicado à imprensa. Adicionalmente, a mineradora comunicou que para tratar rejeitos de processamento a úmido planeja investir, a partir de 2020, cerca de R$ 1,5 bilhão (cerca de US$ 390 milhões) na implementação de tecnologia de disposição de rejeito a seco (dry stacking).

Segundo a empresa, os investimentos em gestão de barragens no Brasil vêm sendo reforçados continuamente e atingirão R$ 256 milhões (cerca de US$ 70 milhões) em 2019, segundo orçamento aprovado pela companhia em 2018.

A Vale registrou um crescimento de cerca de 180% nos aportes com relação aos R$ 92 milhões (cerca de US$ 30 milhões) investidos em 2015. "O Valor é parte dos R$ 5 bilhões aplicados no período em manutenção de barragens e saúde e segurança no Brasil", afirmou. No período de 2016 a 2019, os investimentos em gestão de barragens totalizarão R$ 786 milhões (cerca de US$ 220 milhões).

Os aportes foram "aplicados em ações de manutenção e segurança de barragens como, por exemplo, serviços de manutenção, monitoramento, obras de melhorias, auditorias, análises de riscos, revisões dos Planos de Ação para Emergências de Barragens de Mineração (PAEBM), implantação de sistemas de alerta, vídeo monitoramento e instrumentação, tornando-se a categoria mais significativa com relação aos investimentos em pilhas de estéril e barragens de rejeito, representando mais de 30% do valor total investido."

Segundo a empresa, os investimentos em novas barragens, todas construídas pelo método convencional, refletem as necessidades operacionais da companhia e o cronograma de implantação de cada um dos projetos em execução.

CSN terá 100% de processamento de rejeitos a seco

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informa que o encerramento das operações da barragem Casa de Pedra, anunciados nesta terça-feira, 5, em Congonhas, no Estado de Minas Gerais, faz parte de medidas já adotadas pela sua controlada, a CSN Mineração, em andamento desde 2016, e que visam o processamento a seco do rejeito gerado no processo produtivo de sua mina de Casa de Pedra.

"Atualmente, o tratamento de rejeitos a seco já cobre 40% do volume de seus rejeitos e, até o fim de 2019, a CSN Mineração estará processando 100% dos rejeitos a seco, descartando a utilização de barragens para disposição de rejeitos", afirma a empresa.

Em resposta à questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa diz que a independência de barragens é umas das prioridades da CSN Mineração, que já fez nos últimos dois anos investimento da ordem de R$ 250 milhões em tecnologia de empilhamento a seco.

Conforme a empresa, o descomissionamento e a posterior revegetação da Barragem Casa de Pedra são consequências naturais do processamento de rejeito a seco. "Contudo trata-se de um projeto e processo de longo prazo, não sendo, portanto, o caso de divulgação de fato relevante, neste momento", afirma.

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