Vale pode dobrar de tamanho em cinco anos

Segundo o presidente da empresa, meta é continuar crescendo principalmente com[br]projetos próprios

Daniela Milanese CORRESPONDENTE / LONDRES, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou ontem em Londres que a empresa pode dobrar de tamanho em quatro ou cinco anos. A estratégia, disse, será o crescimento orgânico, e não o caminho das aquisições, já que a empresa possui uma série de projetos em desenvolvimento.

De acordo com o executivo, a maior parte dos investimentos, ou quase 70%, será feita no Brasil. O objetivo é avançar na produção de minério de ferro e fertilizantes e terminar os projetos já iniciados na área de cobre. A companhia tem iniciativas em diversos países, como Argentina, Canadá e nações da África.

Agnelli disse ainda que, nos próximos anos, será presenciado o nascimento de uma "nova Vale", quase do mesmo tamanho da atual, com enormes projetos ao redor do mundo. "Estamos investindo pesado, temos recursos e reservas", afirmou. Para o executivo, o maior desafio da empresa no momento é a falta da mão de obra qualificada.

A empresa também aposta em projetos de energia renovável, com destaque para o óleo de palma e a biomassa. Ele acredita que esse é o futuro da indústria, pois "o petróleo pode estar ficando velho".

China. Agnelli falou também que não vê grande impacto da alta dos juros da China sobre o setor de minério de ferro. "Não enxergo grande mudança na tendência, e a demanda seguirá forte", afirmou.

Ele acredita que o principal condutor da procura chinesa por commodities é o investimento em infraestrutura. Para Agnelli, a decisão do governo chinês foi acertada e representou uma medida para esfriar a especulação no mercado imobiliário.

O presidente da Vale lembrou que a população da China, embora com alto nível de poupança, não tem muitas opções de investimento e parte para a aquisição de imóveis.

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