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Vale pode investir em siderurgia, mas foco é mineração, diz Ferreira

Para presidente da Vale, investimentos na área de siderurgia que forem feitos pelo grupo serão 'transitórios'

Glauber Gonçalves e Chiara Quintão, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou ontem que a companhia poderá fazer novos investimentos em siderurgia, mas ressaltou que o foco continuará sendo a mineração. A resistência da Vale em aportar mais recursos em usinas, a pedido do governo Lula, foi um dos pontos principais das desavenças que resultaram na saída de Roger Agnelli do comando da empresa. Em seu primeiro encontro com analistas e investidores, Ferreira acenou ainda com possíveis mudanças no plano de investimentos.

"Este assunto (siderurgia) sempre merecerá nossa atenção, mas sempre a partir da premissa básica de que a Vale é uma mineradora", disse, respondendo a questionamentos sobre a possível influência do governo nas decisões de investimentos da companhia. O executivo acrescentou que a Vale poderá fazer investimentos na área, porém, de "forma transitória".

Entre os projetos de siderurgia que a companhia toca atualmente está o de Pecém, no Ceará, em parceria com os sul-coreanos da Posco e da Dongkuk Steel. O objetivo da empresa é diminuir sua fatia de 50% no empreendimento depois do início da operação, previsto para 2014. Na carteira da mineradora, também está a Alpa (Aços Laminados do Pará), projeto ainda em fase inicial, para o qual a Vale espera atrair outros investidores, disse Ferreira.

Plano. Ao afirmar que o plano de investimentos pode sofrer ajustes, o executivo argumentou que a Vale buscará atuar em áreas que sejam mais lucrativas. "Temos uma linha clara, procurando dar ênfases a setores que a Vale acredita que terão melhor desempenho", disse o executivo, que garantiu, entretanto, não ter intenção de paralisar nenhum projeto no curto prazo.

No início do mês, executivos da empresa informaram que o plano poderia ficar mais perto de US$ 20 bilhões do que dos US$ 24 bilhões inicialmente previstos. Durante o encontro, Ferreira defendeu uma maior atuação da Vale em projetos de carvão, fertilizantes e cobre. Segundo Ferreira, um estudo sobre a abertura de capital da Vale Fertilizantes deve ficar pronto em 60 dias.

Perguntado sobre as críticas de que sua indicação para a Vale teria tido motivação política, o executivo defendeu-se destacando sua trajetória de 12 anos na companhia e afirmou não ter tido nenhuma conversa com a presidente Dilma Rousseff sobre sua condução ao comando da mineradora. "Li sobre isso na imprensa, mas posso garantir que nunca conversei com ela sobre esse tema ou qualquer outro", rebateu.

Durante o encontro, o Ferreira também apontou falhas e dificuldades da companhia, prometendo trabalhar para resolvê-los. Ele reconheceu que o investimento de capital no primeiro trimestre ficou aquém das expectativas da companhia, mas demonstrou confiança em uma recuperação no segundo semestre. O presidente da Vale também assumiu que parte das dificuldades enfrentadas nos processos de licenciamento ambiental se devem a falhas da própria empresa.

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