Vale pode reduzir fatia em joint venture no CE

SEUL

, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2011 | 00h00

A Vale negocia a redução de sua participação em uma joint venture com duas empresas sul-coreanas para a construção de uma usina siderúrgica integrada no Ceará, a Companhia Siderúrgica do Pecém, afirmou à agência Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto.

A mídia sul-coreana publicou que a participação da Vale pode cair de 50% para 30% na segunda fase da construção da usina, enquanto as siderúrgicas Posco e Dongkuk Steel podem aumentar suas parcelas para 35% cada. A Posco, terceiro maior grupo produtor de aço do mundo, e a rival de menor porte Dongkuk Steel possuem uma participação inicial de 20% e 30%, respectivamente, no projeto previsto para começar a operar em 2014.

"A Posco e a Dongkuk estão negociando para aumentar suas participações na joint venture com a Vale na segunda etapa da construção", disse uma fonte. "Mas nada foi decidido ainda. A segunda fase vai começar depois que a primeira for completada, em 2014", acrescentou a fonte. Questionada sobre o assunto, a Vale disse que não comentaria.

Acordo. A Vale assinou em novembro acordo preliminar para assumir uma participação de 50% na primeira fase de um projeto de construção da usina siderúrgica com capacidade anual para 3 milhões de toneladas. O projeto deve exigir investimentos de US$ 4 bilhões na primeira etapa. A usina terá outra unidade com capacidade para 3 milhões de toneladas anuais de aço na segunda fase de construção.

Um porta-voz da Posco disse que o grupo está "considerando ampliar a participação na joint venture" numa segunda fase. Ele acrescentou que o conselho da companhia deve aprovar o plano para participar da primeira fase da construção no próximo mês.

A Vale tem sido pressionada pelo governo brasileiro para criar mais empregos no País por meio do investimento em projetos siderúrgicos, um negócio que a empresa afirma não ter interesse em ser sócia majoritária para não colocar a companhia em competição direta com seus clientes, as usinas siderúrgicas. / REUTERS

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