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Vale: quadro de funcionários deve crescer 12% em 2010

O presidente da Vale, Roger Agnelli, estimou hoje que o quadro de funcionários diretos da companhia vai crescer 12% em 2010 em comparação com 2009, somando 81,4 mil pessoas. O executivo, que apresentou o plano de investimentos após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou que a empresa investirá R$ 25,5 bilhões no ano que vem, o que chamou de "maior investimento feito por uma empresa privada na história do Brasil".

NATALIA GÓMEZ, Agencia Estado

19 de outubro de 2009 | 20h57

Deste montante, R$ 15,5 milhões serão aplicados no Brasil. Segundo Agnelli, 51% do orçamento total será aplicado em minério de ferro (30%) e logística (21%), 31% em metais não ferrosos, 7% em carvão, 6% em energia, 3% em siderurgia e 2% em outros. Por categorias, 23% do aporte será voltado para manutenção, 10% para pesquisa e desenvolvimentos e 67% na implementação de novos projetos.

Depois de ser pressionado pelo presidente Lula a investir mais no Brasil, o executivo lembrou que o volume de investimentos no País em 2010 será cinco vezes acima da média anual pós-privatização e 18 vezes superior ao período em que a mineradora era estatal. De acordo com Agnelli, os Estados que vão concentrar os investimentos no Brasil são Pará (R$ 6,8 bilhões), Minas Gerais (R$ 2,9 bilhões), Maranhão (R$ 1,9 bilhão) e Espírito Santo (R$ 1,7 bilhão). Cerca de 80% do investimento total da Vale no ano que vem ocorrerá na América do Sul e na África.

Valor agregado

Em resposta às declarações do governo de que a Vale precisa agregar maior valor aos seus produtos e ir além da exportação de minério de ferro, Agnelli disse que a atividade mineradora é a que "mais agrega valor na cadeia produtiva". "Tirar minério do morro, quando ele não vale nada, e aplicar tecnologia para transformar em algo rentável é agregar valor", disse.

Ele destacou que a produção de alumínio, cobre e níquel da Vale também integra várias etapas do processo produtivo desde a extração do minério bruto. Hoje, a Vale também conta com 14 unidades de pelotização. "Se não transformar poeira em produto, a poeira vai criar um problema ambiental", disse, referindo-se à produção de pelotas de ferro.

Segundo ele, se o governo taxar as exportações de minério, outros países vão tomar o espaço do Brasil no mercado de mineração. Agnelli afirmou que a atividade de siderurgia é protegida em todo o mundo, inclusive no Brasil. "Quando o mercado fica ruim, todos criam barreiras à importação de aço", afirmou.

Lula

Após ser alvo de várias críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se queixou da redução de investimentos da Vale e das demissões realizadas pela empresa, Agnelli disse que o presidente Lula "está no seu papel". "O presidente está no papel dele e tem de cobrar mesmo", disse. Segundo Agnelli, ele mesmo adota esta postura de cobrança com os diretores e gerentes da empresa "o dia inteiro". O executivo afirmou que a Vale não mudou seus planos em função do governo, mas que a preocupação com as declarações do presidente geraram "tensão". "Estamos operando a um ritmo forte, também dada a preocupação com o presidente", afirmou.

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