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Vale rebate as críticas sobre suas compras externas

Abimaq e Sinaval haviam reclamado da aquisição de navios na China

Kelly Lima, RIO, O Estadao de S.Paulo

14 de agosto de 2009 | 00h00

A Vale rebateu ontem as críticas feitas por entidades da indústria nacional ao seu sistema de compras no exterior. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval) reclamaram na reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC) de compras realizadas pela Vale na China."Eu acho interessante esta crítica. O presidente do Sinaval recebeu propostas da Vale para a compra de navios construídos no País. Vem sendo cobrado sistematicamente para dar uma resposta, mas está demorando para nos responder sobre isso", comentou Carla Grasso, diretora executiva de Serviços Corporativos e de Recursos Humanos da companhia.Segundo ela, a empresa busca comprar o que pode no Brasil. "Temos programas de apoio, desenvolvimento e crédito aos fornecedores e até incentivamos empresas fornecedoras que queiram se instalar no Brasil e produzir aqui."Ainda de acordo com a diretora, a crítica especificamente feita pelo Sinaval, à compra de 20 navios da China ao custo individual de US$ 300 milhões "não procede". Segundo ela, a compra feita pela Vale é de 12 navios graneleiros de 400 mil toneladas de porte bruto, os maiores existentes no mundo, a um valor individual em torno de US$ 130 milhões. "Por ser da área ele deveria estar melhor informado sobre preços destes navios", disse.De acordo com o diretor de Portos da companhia, Humberto Freiras, a empresa já comprou R$ 390 milhões em 49 embarcações menores que puderam ser feitas nos estaleiros nacionais. Além disso, uma empresa do grupo, a Log-In, em que a Vale é a maior acionista, também está com encomendas no Brasil por "recomendação da direção da Vale". "Já estamos trabalhando desde 2007 na possibilidade de fazer estes navios no Brasil", disse o diretor, destacando que á apenas dois lugares que poderiam realizar a construção: o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) em Pernambuco, e o antigo Ishibrás, que está desativado. O primeiro deles não pode atender a encomenda porque está atendendo demanda da Petrobrás."Estamos espantados com a colocação do presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, nesta questão, porque desde novembro de 2007 ele vem se reunindo conosco para discutir a questão." O diretor da área de Ferrosos da Vale, José Carlos Martins, destacou que "é interesse da companhia comprar navios nacionais", desde que eles possam ser construídos com qualidade, preços e prazos de entrega compatíveis com o mercado internacional.

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