Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Vale reverte prejuízo e tem lucro de R$ 1,8 bilhão no 3º trimestre

Uma das razões para o desempenho foi a melhora nos preços das commodities; apesar da recuperação ante mesmo intervalo do ano passado, lucro veio abaixo das expectativas

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 08h31

SÃO PAULO - A Vale apresentou um lucro líquido de R$ 1,842 bilhão no terceiro trimestre deste ano, revertendo, dessa forma, prejuízo de R$ 6,6 bilhões no mesmo intervalo do ano passado, no demonstrativo financeiro em reais. Uma das razões foram melhores preços das commodities. Em relação ao segundo trimestre do ano, entretanto, o lucro foi 48% menor, tendo em vista que no mesmo intervalo do ano passado a companhia teve um impulso em seu resultado devido a variação cambial.

O Ebitda (juros antes de impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 9,829 bilhões no intervalo de julho a setembro deste ano, aumento de 44% na relação anual e de 18% na trimestral.

"O resultado da Vale neste trimestre foi 'limpo'. Tivemos um excelente resultado operacional e forte geração de caixa", frisou o diretor-Executivo de Finanças e Relação com Investidores da mineradora Luciano Siani, em vídeo disponibilizado no site da companhia. "Não tivemos nesse trimestre nenhum impacto de variação cambial e de provisões, sem efeitos extraordinários", concluiu.

A receita operacional líquida no terceiro trimestre ficou em R$ 23,772 bilhões, aumento de 2% na relação anual e também na trimestral. O lucro da companhia veio abaixo das expectativas de analistas, mas tanto o Ebitda quanto a receita vieram em linha.

Focada em diminuir seu endividamento, a dívida líquida da Vale era de US$ 25,965 bilhões no fim de setembro, representando um aumento de 7% na relação anual, mas uma queda de 6% na base comparativa trimestral. Siani destacou que a Vale vem mostrando fortalecimento do seu balanço.

Desinvestimentos. Os investimentos da Vale no terceiro trimestre do ano caíram 33% e foram a US$ 1,257 bilhões. Em relação ao segundo trimestre houve queda de 8%.

No acumulado do ano até setembro os investimentos chegaram a US$ 4,074 bilhões, diminuição de 34% ante o observado no mesmo período de 2014.

A companhia vem revisando sua estimativa de investimento para o ano. A última mudança ocorreu em setembro, quando informou ao mercado que planejava investir US$ 4,5 bilhões, abaixo dos US$ 5,8 bilhões previstos para este ano.

Ainda com essa perspectiva, a companhia divulgou na semana passada, quando publicou seu relatório de produção, que havia reduzido mais uma vez sua estimativa de produção de minério de ferro para 2017 para ficar entre 360 milhões de toneladas e 380 milhões de toneladas.

 

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