Vale tenta retomar obra parada na Argentina

CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

Marina Guimarães, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2011 | 00h00

O governo da província de Mendoza, na Argentina, deve definir até amanhã se autoriza a retomada das obras da mineradora Vale em seu território. A companhia apresentou ontem os detalhes sobre o plano de investimento do projeto Potássio Rio Colorado, cujas obras foram suspensas pelo governo provincial na última sexta-feira.

"Recebemos a apresentação, por escrito, entregue pelo diretor de Relações Institucionais da Vale, Ignacio Cornejo, contendo os documentos solicitados pela norma que suspendeu as obras. E, agora, os organismos competentes vão analisá-la", disse à Agência Estado o chefe de Gabinete da Secretaria de Meio Ambiente de Mendoza, Augusto Rosales.

Segundo ele, o organismo se reunirá no final da tarde de hoje ou, no máximo, na manhã de quinta-feira para analisar os papéis. Depois disso, a empresa será convocada para uma reunião, onde será decidido se as obras poderão ser retomadas.

Hoje, o diretor de Proteção Ambiental, Juan Kohn, visitará a mina que está sendo construída no município de Malargüe para checar se as obras estão mesmo paralisadas, conforme foi determinado pelo Executivo local.

A província argentina acusa a Vale de não respeitar um acordo sobre o cronograma de investimentos e contratação de pessoal e empresas locais. Na sexta-feira, o secretário de Meio Ambiente, Pablo Gudiño, disse que a medida só será suspensa quando a Vale voltar a cumprir o acordo com a província. O acordo diz que 70% dos empregados e das empresas envolvidas no projeto têm de ser de Mendoza. Gudiño disse que somente 30% dos operários e das empresas contratadas até o momento são locais.

A Vale deve investir cerca de US$ 5,5 bilhões no desenvolvimento da mina de potássio e na construção de uma ferrovia e usina elétrica em Rio Colorado. No projeto, a Vale afirma que a mina vai produzir 2,4 milhões de toneladas por ano a partir da segunda metade de 2013. Numa segunda fase, a produção deverá ser elevada a 4,3 milhões de toneladas anuais.

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