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Vale terá 20% de siderúrgica no ES

Usina será construída em parceria com a chinesa Baosteel e vai produzir 5 milhões de toneladas de placas de aço

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2024 | 00h00

A Companhia Vale do Rio Doce informou ontem que terá participação de 20% em uma usina siderúrgica integrada de produção de placas de aço, a ser construída no Espírito Santo em parceria com a chinesa Baosteel. O grupo chinês ficará com 80% do projeto.A definição da participação da Vale faz parte de um memorando de entendimento assinado entre as duas empresas. O empreendimento terá inicialmente capacidade para produzir 5 milhões de toneladas anuais, informou a Vale em um comunicado.A usina será construída no pólo industrial e de serviços de Anchieta, e a expectativa é que gere cerca de 3 mil empregos diretos quando em operação.O projeto substitui o anteriormente planejado para o Maranhão, explicou em entrevista recente o presidente da companhia, Roger Agnelli, já que não houve acordo sobre o local de instalação com o governo daquele Estado. O projeto do Maranhão previa uma usina com capacidade de produção de cerca de 4 milhões de toneladas de placas de aço anuais na primeira fase, com custo estimado em aproximadamente US$ 2,5 bilhões.Os valores do investimento no Espírito Santo ainda não foram revelados. O governo do Estado já anunciou, porém, que o projeto da siderúrgica poderia atingir no futuro uma capacidade de produção de 10 milhões de toneladas por ano.A Vale participa ainda da construção de uma siderúrgica no Rio em parceria com a alemã ThyssenKrupp Steel AG, com 10% do capital, e planeja construir outra no Ceará, com a coreana Dongkuk Steel e a italiana Danieli, cujos obstáculos em relação ao fornecimento de gás também têm adiado sucessivamente o início do projeto.''''Essa iniciativa está em linha com a estratégia da Vale de atrair novos investimentos na indústria siderúrgica no Brasil, aumentando assim o consumo de minério de ferro e gerando empregos, renda e exportações'''', diz a Vale em nota.PARCERIANo final de março, a Baosteel havia anunciado um outro acordo para a construção de uma siderúrgica no Brasil. Em parceria com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a empresa pretende erguer uma usina em Itaguaí (RJ), onde a CSN tem um porto para a exportação de minério de ferro. O investimento divulgado à época foi de US$ 3 bilhões, para uma usina com capacidade 4,5 milhões de toneladas anuais de placas de aço.

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