Ricardo Moraes/Reuters
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Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Vale vai injetar quase R$ 1 bi em ajuda a fornecedores até o final de abril

Em abril, mineradora está reduzindo em até 85% o prazo de pagamento à sua cadeia produtiva

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2020 | 09h47

RIO - A Vale vai ampliar as medidas para ajudar pequenos e médios fornecedores a atravessarem a crise detonada pelo novo coronavírus. Até o final de abril, o pacote de apoio via antecipação de pagamentos somará R$ 932 milhões e beneficiará aproximadamente 3 mil empresas. Desde o início da crise, a companhia já adiantou R$ 521 milhões em faturas de serviços prestados e materiais entregues.

 "A Vale tem prazos de pagamento de até 60 dias, mas está pagando praticamente à vista", disse ao Broadcast o diretor-executivo de finanças da companhia, Luciano Siani.

Em abril, a mineradora está reduzindo em até 85% o prazo de pagamento à sua cadeia produtiva, e a estimativa é injetar mais R$ 411 milhões na economia brasileira até o final do mês. O objetivo é dar fôlego ao caixa desses pequenos fornecedores.

 Esse universo inclui prestadores de serviços diversos como lavanderia, caldeiraria e entrega de andaimes. Na prática, as empresas estão recebendo ao mesmo tempo faturas de 30 dias atrás e outras que só iriam ser desembolsadas no mês que vem.

 Em comunicado divulgado recentemente, a Vale afirmou que tem tido um desempenho relativamente bom diante da crise, com impacto limitado na produção e nas vendas, mas que seu "ecossistema foi altamente impactado pelas restrições impostas pela pandemia do Covid-19", o que poderá afetar suas operações.

"Não dá para você ser uma empresa que está navegando num mar tranquilo, enquanto tudo à sua volta está sofrendo", explica Siani. O executivo afirma que a intenção é manter o pacote de ajuda girando até que a Vale entenda que a situação se normalizou e que pode retomar o fluxo normal de pagamentos.

 O diretor ainda não enxerga um efeito dominó na cadeia de produção da Vale, com demissões e empresas em graves dificuldades, mas avalia que será uma questão de tempo. "Essas empresas vão ser afetadas em maior ou menor grau, por isso optamos por um movimento preventivo de suporte", diz.

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