Vale vai investir em projetos de cobre no Chile

A Vale confirmou ontem que vai investir US$ 110 milhões para explorar duas jazidas de cobre no Chile. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal chileno La Tercera. O projeto, que será tocado pela Compañía Minera Latinoamericana (CML), subsidiária da Vale no Chile, havia sido apresentado no início do ano para avaliação de impacto ambiental. A empresa espera começar a fase de construção do projeto já no fim deste ano."Esperamos que o projeto seja aprovado, para iniciar sua construção no fim do ano e começar a operar durante 2009", afirmou ao jornal chileno Patricia Montes, executiva da Compañía Minera Latinoamericana. A companhia brasileira, principal produtora mundial de minério de ferro e com presença em vários países da região, tem por objetivo produzir 20 mil toneladas anuais de cobre nas jazidas Papomono e Don Gabriel, na região de Coquimbo (localizada cerca de 380 quilômetros ao norte da capital Santiago).A empresa prevê uma vida útil de 11 anos para o projeto, que, em sua etapa de construção, empregará 600 trabalhadores e, na fase produtiva, outros 300. A Papomono será explorada de forma subterrânea, e a Don Gabriel a céu aberto. Além da produção própria, o projeto inclui a compra de cobre de terceiros, principalmente pequenos mineradores da região. GIGANTE RUSSAA Vale pode ganhar em breve uma nova grande competidora no mercado mundial. Os bilionários russos Vladimir Potanin, principal acionista da Norilsk Nickel, e Alisher Usmanov, magnata proprietário da Metallinvest, decidiram juntar forças para criar uma empresa capaz de liderar os setores de metalurgia e de mineração na Rússia. O primeiro passo é a compra de grandes participações recíprocas em cada companhia, seguida por uma possível fusão entre as duas e a maior produtora de alumínio do país, a United Company Rusal.A tripla fusão criaria uma líder mundial em níquel e alumina, com significativa produção de minério de ferro, platina e energia, e uma capitalização de mercado de US$ 100 bilhões a US$ 120 bilhões. Os empresários também convidaram Oleg Deripaska, controlador da Rusal, a juntar-se a eles na criação de uma companhia global de metalurgia e mineração.

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