Valeant compra fabricante do 'Viagra feminino' por US$ 1 bi

Aquisição foi anunciada dois dias depois de o medicamento ter sido aprovado pela agência reguladora americana

O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2015 | 02h05

A canadense Valeant Pharmaceuticals International anunciou, ontem, a compra da Sprout Pharmaceuticals, que desenvolveu o primeiro medicamento do mercado para aumentar a libido da mulher. A transação foi de cerca de US$ 1 bilhão.

A controversa pílula rosa para a libido feminina, Addyi, foi aprovada na última terça-feira pela agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês). A droga é indicada para mulheres que ainda não chegaram à menopausa e teve aprovação rejeitada duas vezes no passado devido a preocupações sobre sua efetividade e efeitos colaterais.

A Addyi, popularmente conhecida como "Viagra feminino", carrega um alerta forte de seu potencial risco de quedas de pressão e desmaios, especialmente quando ingerida com álcool, o que criou dúvidas sobre suas perspectivas comerciais.

Raghuram Selvaraju, diretor da corretora H.C. Wainwright & Co, estimou um máximo de vendas de US$ 100 milhões de dólares por ano do novo medicamento. O Viagra - um "blockbuster" na linguagem da indústria farmacêutica - gerou vendas de cerca de US$ 1,7 bilhão em 2014.

"O problema é que não sabemos o quão grande é o mercado para esta condição", disse Selvaraju, acrescentando que "há ainda uma percepção de que isso não é uma condição médica real".

Também há preocupações de que o FDA tenha sido pressionado para aprovar a Addyi, dado que o Viagra - o primeiro a tratar a disfunção erétil masculina - foi aprovado há mais de uma década.

Diferentemente do Viagra, da Pfizer, que afeta a circulação de sangue no genital, a Addyi foi desenvolvida para ativar impulsos sexuais no cérebro. A Valeant afirmou que espera concluir a compra da Sprout no terceiro trimestre e que a Addyi comece a ser distribuída nos Estados Unidos até o final do ano. / REUTERS

 

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