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Valia investirá mais em private equity

Meta do fundo de pensão da Vale é praticamente dobrar as aplicações nessa área, chegando a cerca de R$ 1,1 bilhão

MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2012 | 03h07

Com um patrimônio de R$ 15 bilhões, o fundo de pensão dos funcionários da Vale (Valia) quer ampliar sua atuação no mercado de private equity (de compra de participação em empresas). A Valia tem R$ 600 milhões aplicados no segmento, mas a meta é atingir R$ 1,1 bilhão em 2012.

O presidente da Valia, Eustáquio Lott, afirma que os planos de diversificação incluem ainda a possibilidade de o fundo ampliar sua fatia destinada à renda variável de 24% para até 30%. "Investimento em bolsa vai muito do momento, das oportunidades que surgem. Se aparecerem boas oportunidades a gente investe, como na crise de 2008", afirmou Lott, ao lembrar que a fundação, na época, comprou ações da BR Malls e aumentou sua fatia na Brasil Foods. Mas o presidente descarta que o objetivo do fundo no setor seja participar da gestão da companhia. "Não estamos falando de (bloco de) controle", afirmou.

Para garantir melhores retornos nesse cenário de queda dos juros, a Valia está de olho mesmo na compra de participações. Entre os setores alvo da fundação estão infraestrutura, óleo e gás e energia. "Nós temos buscado investimentos alternativos. Estamos ampliando o crédito privado via debêntures, CDB, mas, principalmente, fundos de private equity."

Se no ano passado, as fundações não conseguiram bater as metas, o cenário é mais otimista em 2012, diz Lott. Além de prever um melhor desempenho para as bolsas, ele conta que a Valia vem conseguindo alongar suas aplicações em títulos públicos, com taxas de juros atraentes. A fundação terminou 2011 com um superávit de R$ 4 bilhões e rentabilidade de 10,6% nos investimentos. A meta era de 12,44%.

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