Fabio Motta/Estadão
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Valor de mercado da Petrobrás volta a superar patrimônio líquido

Forte alta das ações da estatal neste início de ano fez preço de ações superar o patrimônio pela 1ª vez desde 2011

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2018 | 05h00

O avanço das ações da Petrobrás neste início de ano já é equivalente ao dobro da média do Ibovespa – principal índice de ações da Bolsa brasileira –, que é de 12%. O papel preferencial acumula ganhos de 24% e o ordinário, de 28%. Com isso, o valor de mercado da Petrobrás, que atingiu nesta sexta-feira, 26, R$ 273,2 bilhões, ficou pelo primeira vez acima do patrimônio líquido desde o segundo trimestre de 2011, segundo dados da Economática.

As ações têm sido impulsionadas pelo cenário de forte liquidez global, com elevado interesse por mercados emergentes, e pelas mudanças na gestão da companhia consideradas positivas por investidores. Nos últimos pregões, os papéis subiram com a decisão dos desembargadores do TRF-4 de condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Os números, que consideram o patrimônio de setembro de 2017, último dado disponível, mostram que, na quarta-feira, dia do julgamento do Lula, o valor de mercado e o patrimônio ficaram equivalentes.

Já nesta sexta-feira, a relação entre as cifras atingiu 1,04 – o que indica valor de mercado 4% superior ao patrimônio líquido. A ressalva é que o patrimônio líquido de referência será alterado quando ficar disponível o dado de dezembro – o que vai ocorrer somente em março.

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Ao realizar a análise por classe de ação, considerando os papéis ordinários, verifica-se que, na quarta-feira, a relação entre preço e valor patrimonial por ação já havia sido chegado a 1,03. Nesta sexta-feira, o indicador atingiu 1,08.

No caso dos papéis preferenciais, a relação encerrou o último pregão em 0,99, depois de ter atingido 0,96, no dia do julgamento do Lula. Ou seja: se as ações dessa classe subirem na segunda-feira, o valor patrimonial também será superado.

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Entre os motivos que levaram as ações da Petrobrás a perdas durante os governos Dilma Rousseff está a prática de preços de combustíveis defasados – essa política só foi alterada em 2016, pelo atual presidente da companhia, Pedro Parente.

Diversos analistas do mercado estão otimistas hoje com a Petrobrás. Relatório do Santander diz que a empresa deve seguir em trajetória de desalavancagem, com resultados operacionais sólidos e geração de fluxo de caixa, com a ajuda da política de preços.

Os investidores também estão atentos ao possível desfecho da negociação com o governo relativa à cessão onerosa. Relatório recente do UBS diz que há possibilidade de uma solução vantajosa tanto para a Petrobrás quanto para o governo nessa negociação. “Nosso cenário base considera que a Petrobrás receberá US$ 12 bilhões em barris ou em dinheiro do leilão do excedente da cessão onerosa”, diz o documento.

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