Valor do aluguel em SP aumenta 1,1% em novembro

Em 12 meses, alta acumulada é de 8,6%, a mais baixa desde fevereiro de 2010

LUIZ GUILHERME GERBELLI, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h05

O valor do aluguel novo de casas e apartamentos na cidade de São Paulo aumentou 1,1% em novembro na comparação com outubro, segundo dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Em 12 meses, o reajuste acumulado foi de 8,6%, o mais baixo desde fevereiro de 2010, quando o aumento verificado foi de 8,4%.

Apesar do ritmo menor, o crescimento do aluguel ainda supera os principais índices de inflação do País para o mesmo período. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 5,53%, e o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajuste anual do contrato de aluguel, variou 6,96%. "O índice acumulado em 12 meses vem caindo de maneira suave, o que é bom para o mercado. Isso mostra que não está havendo uma desaceleração abrupta", disse Mark Turnbull, diretor de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.

A desaceleração da economia brasileira e a crise internacional também têm impactado o mercado de imóveis, o que colabora para o menor reajuste. Em outubro, por exemplo, as vendas de imóveis tiveram queda de 46,3% ante setembro. "Algumas medidas macroeconômicas foram lançadas e já surtiram efeito, enquanto outras ainda não. A crise mundial ainda continua, e alguns países estão com problemas sérios", disse o diretor do Secovi.

Em novembro, os imóveis com maior reajuste foram os de três dormitórios (1,6%), seguido pelas residências de dois quartos (1%) e pelos imóveis de um dormitório (0,8%).

O Índice de Velocidade de Locação (IVL) geral foi de 12 a 33 dias em novembro. Para casas, esse período foi de 12 a 33 dias, e para apartamentos ficou entre 18 e 38 dias. A principal garantia nos contratos foi o uso de fiador (47,5%), seguido por depósito/caução (32%) e seguro-fiança (20,5%).

A expectativa, segundo Turnbull, é que o reajuste do aluguel mantenha o mesmo ritmo no primeiro trimestre de 2013. "Pode haver uma pequena alta de um mês para outro, mas não deve existir um novo pique."

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