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Valor do Twitter chega a US$ 3,7 bi

Empresa de investimento do Vale do Silício aportou US$ 200 milhões na rede social

, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2010 | 00h00

O Twitter levantou US$ 200 milhões em capital, numa transação que avalia a companhia de microblogs em US$ 3,7 bilhões, menos de um ano depois de ela ter iniciado os primeiros esforços para ganhar dinheiro. O capital, aportado pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, empresa de investimentos do Vale do Silício, e por investidores do Twitter, dá ideia do quanto as companhias de redes sociais têm chamado atenção do mercado.

"É um múltiplo considerável. A ideia é que a escala (do Twitter) possa ser monetizada", disse Colin Gillis, analista da BGC Partners, que estima em menos de US$ 100 milhões por ano a receita atual do Twitter.

O dinheiro ajudará a rede social a se expandir, afirmou, ontem, a empresa em seu blog oficial. A mensagem não deu detalhes sobre a operação e o porta-voz se recusou a discutir aspectos específicos da transação.

O Twitter, que tinha 175 milhões de usuários até setembro, faz parte da nova safra de empresas de redes sociais que atravessa rápida expansão, nos mesmos moldes do Facebook e Zynga.

O Facebook foi avaliado em mais de 45 bilhões de dólares em recentes transações de ações realizadas no mercado secundário, de acordo com o Sharepost, um mercado online para a negociação de ações de empresas de capital fechado.

Abertura de capital. Os investidores acompanham atentamente empresas como Facebook e Twitter, na expectativa de eventualmente comprarem ações dessas empresas quando elas abrirem capital. Gillis acredita que a nova avaliação do Twitter pode resultar na postergação de uma oferta pública inicial de ações, já que a empresa precisaria "crescer para se enquadrar à avaliação", e gerar mais receita a fim de se justificar perante os investidores do mercado aberto.

Mas Sandeep Aggarwal, analista da Caris & Co., afirma que há possibilidade de o Twitter abrir seu capital já em 2011, especialmente porque a empresa necessitaria de recursos para "aproveitar novas oportunidades". "Essas empresas estão famintas por recursos", disse Aggarwal. / REUTERS

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