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Valor liberado para safra 2006/07 chega a R$ 44,6 bilhões

O valor supera em 5% o contratado no ano anterior, quando os empréstimos somaram R$ 42,33 bilhões

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

24 de julho de 2007 | 21h10

As liberações de recursos na safra atual, 2006/07, somaram R$ 44,6 bilhões, mostra balanço divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Ministério da Agricultura. O valor supera em 5% o contratado no ano anterior, quando os empréstimos somaram R$ 42,33 bilhões. Para a safra que começa a ser cultivada a partir de setembro, a previsão é de liberação de R$ 58 bilhões.   Na semana passada, técnicos da Agricultura e dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e representantes de bancos avaliaram o quadro de liberações feitas no ano-safra. Na reunião, eles constataram que, pelo segundo ano, não se conseguiu aplicar a totalidade de recursos programados. Foram contratados 89% do montante previsto.   Mas a comparação entre o montante programado e os valores contratados do crédito rural nos dois anos-safra, demonstra que, além do aumento na demanda por recursos, o perfil do endividamento do produtor rural melhorou, ou seja, ele se endividou a um custo menor. A explicação é do coordenador-geral de Análise Econômica do Departamento de Economia Agrícola da Secretaria de Política Agrícola do ministério, Marcelo Fernandes Guimarães.   Ainda na nota distribuída pela assessoria de imprensa do ministério, Guimarães explicou que o crédito ficou mais barato em razão de alguns fatores como o aumento da aplicação a juros controlados, que foi quase 30% superior à realizada no ano-safra passado; a queda na demanda por recursos livres, que são mais caros para o contratante; e o aumento de 55% na aplicação de recursos na poupança rural equalizada, com juros controlados.   A demanda de empréstimos para investimento caiu 7%. Para ele, a queda "se deve ao alto endividamento do setor, já que os bancos temem liberar recursos para produtores que se encontram com a renda comprometida com o pagamento de dívidas". Para o coordenador, a queda na contratação de recursos para investimento foi menor que o esperado, mas a demanda tem crescido desde março deste ano, impulsionada principalmente pelo Moderfrota.

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