Valorização do real é perigosa para a economia brasileira, diz banco

Para estrategistas do Crédit Agricole, economia ainda está muito frágil

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2017 | 22h15

A economia brasileira ainda está muito frágil para sustentar uma valorização tão grande do real, destacou ontem a equipe de estrategistas do Crédit Agricole. Para o banco francês, investidores estrangeiros estão ignorando o risco político no Brasil e a avaliação é que o fortalecimento da moeda brasileira é “absurdo e perigoso”.

O pior momento do real em relação ao dólar foi em setembro de 2015, quando a moeda norte-americana bateu em R$ 4,21 em meio à crise política no governo de Dilma Rousseff. Este mês, o dólar bateu em R$ 3,05 no dia 23 e para os economistas do Crédit, o real pode se valorizar ainda mais no curto prazo.

Juros altos. Dois fatores explicam a tendência de valorização do real, de acordo com o relatório do Crédit Agricole. O primeiro é que a taxa de juros no Brasil segue entre as maiores do mundo, o que estimula o chamado “carry trade”, quando um investidor toma recursos em uma economia de juro baixo para aplicar em outra de taxa elevada. O segundo fator é a aposta de que o governo do presidente Michel Temer vai conseguir avançar com o ajuste fiscal e empreender outras reformas econômicas, fazendo o País voltar a crescer em ritmo mais forte.

Para os estrategistas do Crédit, um dos problemas é que os investidores estão ignorando os persistentes riscos políticos no País, mesmo que o governo Temer esteja usando de todos os meios possíveis para se “fortalecer”.

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