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Valorização do real não tem comportamento atípico, diz BC

Para diretor da instituição, moeda brasileira acompanha alta das divisas de países exportadores de commodities

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

27 de outubro de 2009 | 14h02

O diretor de política monetária do Banco Central, Mario Torós, disse nesta terça-feira, 27, que a valorização do real não difere do que vem ocorrendo com as moedas de outros países exportadores de commodities. "Não há comportamento atípico do real em relação as outras moedas", disse em palestra no Forum Alumni Coppead.

 

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Ele defendeu o regime de câmbio flutuante e disse discordar dos que veem uma relação estreita entre o patamar dos juros e a cotação do dólar. "A taxa de cambio não é determinada apenas por diferença de juros no País, há um impacto, mas não é tudo", afirmou.

 

Toros comentou também o patamar atual dos juros reais no Brasil (segundo ele em 5,4%) e disse que "há uma convergência dos juros reais no Brasil para perto dos países desenvolvidos, é um processo de convergência. A sociedade brasileira escolheu esse caminho, nem é uma decisão só do Banco Central ou do governo", disse.

 

Crise superada

 

Para Torós, a crise no Brasil já foi superada. "Não estamos prontos para outra, mas o Brasil passou por mais esse teste gravíssimo", afirmou. O diretor do BC disse que o "grande ponto de interrogação" no momento é o que vai acontecer nos próximos anos e o provável é que os crescimentos econômicos sejam mais baixos no mundo do que antes da crise. "Isso impõe uma restrição de crescimento no mundo, inclusive no Brasil, mas estamos absolutamente conscientes disso e preparados para esse novo ambiente", afirmou.

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