Adriano Machado/REUTERS
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Vamos dar passo mais avançado no 2º semestre com pacto federativo, diz Guedes

Segundo ministro da Economia, este pacto permitirá que recursos que atualmente estão "carimbados" possam ser usados de forma mais eficiente

Fabrício de Castro, Julia Lindner e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2019 | 19h21

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira, 24, durante lançamento do programa Saque Certo, que o governo dará um "passo mais avançado" no segundo semestre com o estabelecimento de um novo pacto federativo. Segundo ele, este pacto permitirá que recursos que atualmente estão "carimbados" possam ser usados de forma mais eficiente. Guedes citou ainda que o governo fará a reforma tributária

Ao tratar do programa lançado nesta quarta, que prevê a liberação de parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Guedes citou a Caixa Econômica Federal e disse que o banco "está entrando nisso de cabeça". "(O presidente da Caixa) Pedro Guimarães viajou o Brasil já sabendo que havia uma missão", disse, em referência à liberação do FGTS para 100 milhões de brasileiros.

"Vamos pagar melhor o poupador da Caixa, financiar melhor o cliente da Caixa, e se sobrar algum dinheiro, manda para cima. O Pedrão vai nos ajudar...", brincou Guedes. "Quando você não desvia recursos e aloca melhor, o dinheiro começa a aparecer aqui e ali."

Rapidez

Paulo Guedes afirmou durante lançamento do programa Saque Certo que “as coisas estão começando a acontecer com alguma rapidez no Brasil”. Segundo ele, o programa, que trata da liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep, tem “forte conteúdo social”.

Guedes lembrou que, atualmente, os trabalhadores podem sacar os recursos do FGTS em várias circunstâncias, como no momento de demissão do emprego ou da compra da casa própria. “Criamos mais uma possibilidade de sacar o FGTS, com fortíssimo conteúdo social”, acrescentou o ministro, ao se referir ao Saque Certo. “A população mais frágil, mais pobre, terá acesso ao FGTS. E está garantida a possibilidade de escolha”, acrescentou.

Guedes afirmou ainda, durante seu discurso, que o mercado de trabalho no Brasil “não funciona, não é competitivo”. “Há sistemas onde há muitas vantagens”, defendeu Guedes. “Curiosamente, em países onde não há garantias, o desemprego é zero e todo mundo está feliz.”

O ministro afirmou ainda que o programa lançado hoje, que trata do FGTS, será “para sempre”. “É um salário extra para o resto da vida. É aumento de renda permanente, se você continuar empregado. Você vai receber um salário extra todo ano”, disse Guedes.

Guedes afirmou ainda que o programa do FGTS não representa um teto ou um “voo de galinha” para a economia, mas uma opção. Ele disse ainda que, na formatação do programa, o governo fez questão de preservar o crédito na construção civil. 

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