WILTON JUNIOR/ESTADAO
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‘Vamos ter de usar recursos internacionais’

Qual será o futuro do BNDES diante dessa mudança drástica de cenário que vive o banco?

Entrevista com

Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES

Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes, Brasília

17 Setembro 2017 | 05h00

O banco quer pensar para a frente, o País quer pensar para a frente. Não é só o BNDES que teve algumas de suas variáveis econômico-financeiras postas em desafio. É também o Brasil. O assunto TLP está firmado? Está. O BNDES não tem nenhum problema com isso, porque essa é uma taxa que vai ter efetividade lá para 2022, 2023. Até lá, eu imagino que alguma água vai rolar. Até lá, o BNDES já vai ter reformulado totalmente suas principais fontes de financiamento. 

Diante da pressão do Tesouro para retomar recursos do banco, de onde sairá o dinheiro? 

O que vai acontecer daqui para frente é que o banco, na medida em que haja mais demanda por investimento, vai ter de utilizar recursos de origem internacional. A maior dificuldade dos bancos multilaterais é encontrar bons projetos. Então nós temos um problema bom para resolver. 

As mudanças correm o risco de ‘aposentar’ o banco?

Como blague, eu já disse que, aos 65 anos, o BNDES ou iria para aposentadoria ou para reciclagem de sua posição no País. E tenho certeza de que vamos aos 100 anos. 

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