Vantagem de abastecer com etanol diminui em SP, diz Fipe

Apesar da chegada da nova safra de cana-de-açúcar ao mercado, abastecer o carro com etanol ficou menos vantajoso em São Paulo. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que a relação entre o preço do derivado da cana e o da gasolina subiu entre a terceira e a quarta semana de maio, de 67,62% para 68,50%. No mesmo período do ano passado, essa equivalência chegou a 69,07%.

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

05 de junho de 2013 | 16h53

Segundo especialistas, abastecer com etanol deixa de ser econômico quando o preço do combustível ultrapassa 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores a gasolina. Entre a margem de 70% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização entre os dois combustíveis.

Para Rafael Costa Lima, economista e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação da capital paulista, a alta na relação entre os combustíveis sinaliza que não há mais espaço para redução dos preços do etanol. "A nova safra está puxando a queda, mas há sinais de esgotamento", estimou.

No IPC de maio, o preço do derivado da cana cedeu 2,94%, contra elevação de 0,32% em abril. Já o da gasolina recuou 0,61% ante retração de 0,04%. As variações foram relevantes para deixar o grupo de Transportes com uma taxa de 0,04%, valor menor do que o mês de abril, quando ficou em 0,28%. Já o índice fechado de maio foi de 0,10%, contra 0,28% em abril.

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