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Varejista defendem continuidade de reformas após delação atingir Temer

Empresários e executivos do setor pedem pela manutenção da atual equipe econômico mesmo em meio aos impactos políticos da nova crise

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 16h49

Executivos e representantes do setor de varejo defenderam nesta quinta-feira, 18, a continuidade da política econômica e do processo de reformas mesmo diante da crise política que atinge o presidente Michel Temer após delação do empresário Joesley Batista, da JBS. O tom dos empresários tem sido o de amenizar possíveis impactos na economia e defender a manutenção da atual equipe econômica.

"Não vejo risco de a equipe econômica sair do governo e acredito que a economia continuará nas mãos do ministro (Henrique) Meirelles", disse o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Antonio Carlos Pipponzi. O empresário, que é também presidente do conselho de administração da rede de varejo farmacêutico RD (Raia Drogasil), afirmou que não vê motivos para que o Congresso abandone a agenda das reformas.

"Até anteontem a reforma trabalhista era dada como certa e não vejo motivo para os congressistas mudarem de ideia", disse o empresário. "A reforma não é do presidente da República, é do Brasil", acrescentou.

O assessor econômico da FecomercioSP, Fábio Pina, avaliou que o ritmo de andamento tanto da reforma trabalhista como a da Previdência desacelerou, mas defendeu que é preciso "confiança nas instituições" e "serenidade". "O Brasil atravessou algumas crises e as instituições normalmente responderam bem", concluiu.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) também argumentou que a aprovação das reformas não deve ser limitada "a um partido político ou governante". "Tirar o País da crise e impulsionar a nossa economia deve ser prioridade de todos, e urgente. Sem as reformas, não conseguiremos avançar", afirma o presidente da entidade, João Sanzovo Neto.

A representação do setor supermercadista em São Paulo, a Apas, também saiu em defesa das reformas. "A Apas mantém a posição de apoio às reformas até então em trâmite, com foco na modernização das leis trabalhistas, maior geração de empregos e, por consequência, da renda da população", disse, em nota. "Acreditamos que, mediante os últimos acontecimentos, os quais consideramos lamentáveis se efetivamente comprovados, o Brasil tem instituições fortes e em pleno funcionamento que conduzirão as investigações para solucionar a crise política que também se reflete na economia do País."

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