Varejistas descartam medidas para compensar crédito

A maioria dos empresários do comércio da cidade de São Paulo, ou 68%, descarta a adoção de medidas para compensar a possível inibição das vendas diante do pacote tributário anunciado pelo governo federal, que elevou a tributação sobre as operações de crédito. Dos 32% que irão tomar alguma medida, 54% afirmam que pretendem lançar mão do tradicional desconto especial para as compras à vista, 19% apostarão no alongamento das parcelas e 27% irão adotar outras medidas. É o que mostra sondagem feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) junto a 250 varejistas da capital paulista para avaliar o comportamento das vendas no início do mês de janeiro.A sondagem mostra que, apesar do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), os cartões de crédito responderam por 54% das operações; os pagamentos à vista (em dinheiro, cheque ou cartão de débito) por 33%; cheque pré-datado por 10% e vendas à prestação (financeira, carnês etc.) por 2%.Quanto às vendas, segundo 38% dos comerciantes, o comportamento nos dez primeiros dias de janeiro foi idêntico ao registrado no mesmo período de 2007. Para 25%, o desempenho foi até 10% superior, enquanto para 24% apresentou uma queda de até 10%.De acordo com a Fecomercio, os dados sugerem que o mercado está neutro tanto em relação ao aumento do IOF quanto ao início do ano, tendo em vista que 2008 começa com preocupações complexas como o risco de recessão da economia norte-americana, mercado internacional mais turbulento e dúvidas sobre a inflação nacional e o comportamento da taxa de juros brasileira.A longo prazo, os comerciantes estão otimistas. Segundo a sondagem, 38% aposta em um avanço de até 10% nas vendas, 26% em crescimento superior a 10% e 14% em movimento igual durante fevereiro de 2008 ante o mesmo mês do ano passado. Apenas 6% apostam em recuo de até 10%.Em relação aos estoques de mercadorias, 50% informaram que estão em patamares iguais aos registrados nos dez primeiros dias de janeiro de 2007. Para 27%, estão maiores e para 21%, menores. Dessa forma, segundo 58%, a reposição será feita na mesma data ocorrida no ano passado, 18% vão antecipar e 16% ainda não sabem quando farão isso.Nos dez primeiros dias do mês, a maioria dos lojistas, ou 52%, não optou pelas tradicionais liquidações pós-Natal ou outro tipo de promoção. Para os 48% que resolveram adotar a estratégia, prevaleceu a opção pelos descontos especiais (50%), seguida de ofertas especiais (29%) e de vendas parceladas sem juros (8%).

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