Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Varejo corta em 75% estimativa de abertura de lojas

Previsão atual é que o varejo ganhe apenas 5,2 mil novos estabelecimentos este ano

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2018 | 04h00

O atual cenário de recuperação econômica ainda lenta e de cautela nos investimentos fez a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cortar em 75% a estimativa para abertura de lojas no País em 2018. A previsão atual é que o varejo ganhe apenas 5,2 mil novos estabelecimentos este ano, o que representa quase um quarto da estimativa anterior, de abertura de 20,7 mil novos estabelecimentos comerciais em 2018.

O comércio varejista brasileiro registrou uma criação de 2.252 pontos de venda de janeiro a junho deste ano. O resultado, que inclui apenas estabelecimentos comerciais com vínculo empregatício, foi o melhor desempenho semestral desde a segunda metade de 2013, quando foram criadas mais 16,7 mil lojas. A CNC lembra, no entanto, que o avanço ainda é tímido, refletindo a perda de fôlego da economia e as incertezas quanto aos investimentos por parte do setor varejista.

Além das paralisações ocorridas no terceiro bimestre do ano, o fraco cenário do mercado de trabalho, a desvalorização do real, as pressões de custos impostas pelo ritmo mais acelerado de preços administrados e, principalmente, a elevada incerteza com relação ao cenário político são alguns dos principais fatores inibidores de investimentos, enumera a CNC.

“Apesar do saldo positivo de lojas ao longo dos últimos seis meses, o ritmo de expansão do número de pontos de venda pode ser considerado tão frustrante quanto a percepção de desaceleração no ritmo de atividade econômica”, resumiu Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC, em nota.

Regionalmente, houve abertura de novos pontos de venda em 11 das 27 unidades da Federação no primeiro semestre, com destaque para os Estados de São Paulo (+2.468), Santa Catarina (+852) e Minas Gerais (+340). O Rio de Janeiro, com 1.038 estabelecimentos a menos, foi responsável por 45% dos fechamentos entre as unidades da Federação que registraram saldos negativos.

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