Varejo cresce bem acima das projeções

O crescimento de 1,3% das vendas do comércio varejista entre julho e agosto superou as projeções das consultorias econômicas

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2018 | 06h24

O crescimento de 1,3% das vendas do comércio varejista entre julho e agosto superou as projeções das consultorias econômicas. No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e materiais de construção, o avanço livre da sazonalidade foi de 4,2%. Resta indagar se será mantida a tendência histórica de melhora do varejo no último trimestre do ano, mas há sinais positivos para o comércio e para o conjunto da economia.

A recuperação do varejo entre julho e agosto foi disseminada, alcançando não apenas os principais mercados do País, mas 23 das 27 unidades objeto da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só no Amapá, no Piauí e em Roraima houve declínio das vendas no período. As maiores altas ocorreram na Paraíba (+7,5%), no Acre (+7,1%) e em Minas Gerais (+5,5%).

Segundo especialistas, o varejo foi beneficiado pelo crescimento real da renda dos trabalhadores e pela melhora do mercado de trabalho. Falta saber se as pressões inflacionárias recentes poderão prejudicar o comportamento do varejo nos próximos meses. A alta dos preços de combustíveis, energia elétrica e itens importados obrigará os consumidores a optar entre manter ou reduzir o consumo desses itens, deixando mais recursos para outros itens.

Aumentaram, entre julho e agosto, as vendas de todos os itens, com a exceção de livros, jornais, revistas e papelaria. Taxas mais altas de crescimento ocorreram em tecidos, vestuário e calçados, veículos e material de construção.

Entre agosto de 2017 e agosto de 2018, o comércio varejista restrito cresceu 4,1%, puxado por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+5,5%). Este foi o item que mais pesou na pesquisa, também influenciada positivamente por outros artigos de uso pessoal e doméstico e por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. Pelo mesmo critério de avaliação, a taxa positiva foi a 16.ª consecutiva mensal.

Emprego e arrecadação crescentes já vinham contribuindo para a melhora das expectativas. No final de ano, datas relevantes para o varejo, como o Dia da Criança, a chamada Black Friday, que marca as liquidações, e o Natal poderão ajudar a recuperação não só da atividade comercial, mas da economia como um todo.

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