Varejo de moda é líder no mercado virtual

Varejo de moda é líder no mercado virtual

Levantamento da consultoria E-bit mostra que o e-commerce faturou R$ 16,6 bi no primeiro semestre e 18% vieram desse setor

FLORA PAUL, Especial para O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2014 | 02h11

Em expansão, o varejo de moda online no País tem balanço positivo em 2014, mas o lucro fica para o ano que vem.

Não faltam bons números para o e-commerce de moda brasileiro neste ano. Segundo relatório da consultoria E-bit, a categoria é líder no mercado virtual do País, com 18% das vendas em um setor que faturou R$ 16,6 bilhões no primeiro semestre.

Estudo da consultoria McKinsey mostra que, 40% dos 90 milhões de consumidores brasileiros adquiriram uma peça de roupa, e estima crescimento de 30% ao ano no seguimento. Um balanço econômico positivo, com um porém: o lucro ainda não entrou na conta. "As empresas são jovens e é preciso investir. Para vender um produto, preciso de um time de 70 pessoas, de estrutura, de tecnologia, de um bom atendimento pós-vendas", enumera Daniel Funis, diretor-geral da Farfetch Brasil.

O e-commerce inglês surgiu em 2008 e inaugurou a versão brasileira em 2010. Com foco em marcas premium, como Dolce & Gabbana e Saint Laurent, tem no Brasil seu terceiro maior mercado e fecha 2014 com vendas globais acima de U$ 300 milhões. Por aqui, o saldo ainda não está azul. "Prevíamos um grande ano para as vendas e ele foi extremamente positivo. A projeção é que no ano que vem começamos a lucrar, mas, até aqui, preferimos investir no tamanho certo para a Farfetch antes de ter este foco", explica Funis.

"Lucro é que nem gravidez, ninguém fica ligeiramente grávida", brinca Isabel Humberg, presidente executiva e co-fundadora do OQVestir. O site, inaugurado em 2009, conta com apoio do fundo investidor Tiger Global, sócio de Facebook e Netshoes, e vende mais de 200 marcas, como Animale e Farm.

"Por enquanto, estamos na fase de investimentos, apostando em tecnologia e know-how. Mas em 2015 devemos atingir R$ 100 milhões de faturamento", calcula Isabel. "O mercado previa um ano atípico, com Copa do Mundo e eleições, mas nos preparamos e ele foi melhor que o esperado."

Estratégia. Este ano, o varejo online Dafiti resolveu se reposicionar no mercado. "Mudamos toda a nossa identidade, não somos mais apenas um e-commerce, queremos gerar conteúdo, mostrar o que há de novo no mundo da moda", explica Malte Huffmann, um dos quatro sócios-fundadores da empresa. Lançado em 2011 e em período de silêncio durante a abertura de capital, a empresa afirma ser o maior e-commerce da América Latina, oferecendo mais de 75 mil produtos. "O mercado tem muito potencial. Nosso objetivo é manter um crescimento sustentável e se consolidar como autoridade fashion."

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