Varejo de SP tem o melhor volume de vendas do ano

O faturamento real de abril do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo foi 6,3% superior ao obtido no mesmo período de 2005. Ao registrar o maior volume de vendas do ano, o setor faturou 4,1% a mais do que em março. Nos quatro primeiros meses de 2006, comparativamente ao primeiro quadrimestre do ano passado, o faturamento cresceu 3,4%. Os dados são da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP)."O desempenho do varejo até abril espelha uma trajetória ascendente, mas ainda contida em relação à sua potencialidade real. Os resultados da atividade continuam condicionados às próximas decisões de política monetária, entre elas a taxa de juros. A oportunidade para um crescimento mais vigoroso pode ser mais uma vez desperdiçada, caso prevaleça a cautela excessiva das autoridades monetárias", afirmou o presidente da entidade, Abram Szajman.Supermercados têm melhor desempenho dos últimos 3 anosO bom desempenho da atividade em abril foi puxado, mais uma vez, pelos supermercados. O segmento, o de maior participação relativa no conjunto dos nove grupos varejistas pesquisados pela entidade, fechou o mês com alta de 18,2%. Trata-se do maior faturamento real dos últimos três anos (excetuado o de dezembro de 2005). As vendas reais do grupo também cresceram - 11,4% - na comparação entre os dois primeiros quadrimestres de 2006 e 2005. Além dos supermercados, apresentaram crescimento os grupos de farmácias e perfumarias, com 7,1%; vestuário, tecidos e calçados, com 6,1%; material de construção, com 5,1%; e lojas de departamento, com 1,8%. Na outra ponta, perdendo faturamento, ficaram as lojas de móveis e decorações, com queda de 10,4%; eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com -10,3%; concessionárias de veículos, com -7,3%; e autopeças e acessórios, com 3,6%.A Fecomercio explicou que os resultados setoriais confirmam análise anterior da entidade, segundo a qual se operaria uma inversão no perfil do consumo observado ao longo de 2005. Este ano, registra-se uma maior concentração das vendas em produtos dependentes da renda e não mais do crédito. O fenômeno decorre do nível crescente de inadimplência e da persistência das altas taxas de juros.

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