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Varejo de SP vende 3,2% a mais no semestre

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), divulgada nesta quarta-feira pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), mostrou que as vendas do setor na Região Metropolitana de São Paulo cresceram 3,2% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2005. A alta foi considerada "modesta" pela direção de entidade.A projeção para o ano é que as vendas fechem em alta de até 4%, acompanhando o Produto Interno Bruto (PIB).A confiança do consumidor e a expansão do crédito colaboraram para o desempenho do comércio. No primeiro semestre, o Índice das Condições Econômicas Atuais (Icea) da Fecomercio-SP subiu 6%, em relação ao mesmo período de 2005, refletindo a satisfação do consumidor com a estabilidade interna e externa e com os bons fundamentos da economia.O crédito cresceu 16%, na comparação com o mesmo período do ano passado, ultrapassando R$ 240 bilhões.Setores Ainda, segundo a Fecomercio, os setores de vestuário, tecidos e calçados (13,1%); farmácias e perfumarias (7,2%); supermercados (6,3%) e materiais de construção (2%) foram os principais responsáveis pela alta geral.O economista-chefe da entidade, Antonio Carlos Borges, explicou que até o ano passado, os consumidores aproveitaram a maior oferta de crédito para trocar sobretudo aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos. A partir deste ano, o consumo migrou para áreas de preços mais baixos, afetados mais diretamente pelo aumento da renda do que pelo crédito, com é o caso de supermercados e farmácias. Já as vendas nos setores de vestuário e calçados têm sido estimuladas pela queda nos preços, em virtude da concorrência dos produtos chineses.Vale lembrar que, dos nove segmentos pesquisados pela Fecomércio, quatro apresentaram queda nas vendas: eletrodomésticos e eletrônicos (-13,1%); móveis e decoração (-8,3%); concessionárias de veículos (-3,6%) e lojas de departamentos (-3%). Mas, pelo peso relativo na composição da pesquisa, o setor de supermercados foi o principal impulsionador das vendas no semestre, diretamente influenciado pelo aumento da renda.Junho dá sinais de aquecimentoOntem, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgou dados sobre o comportamento dos consumidores no mês de junho. Segundo a Associação, passado o pessimismo com a derrota do Brasil na Copa do Mundo, os sinais são de melhora. O volume de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que indica as compras a prazo, cresceu 2,8% em julho ante o mesmo mês do ano passado. Na comparação com o junho, a alta foi ainda maior, de 6,3%. Já o número de consultas ao Usecheque, que mostram as negociações à vista, tiveram um aumento de 6,6% em julho, em relação ao mesmo período de 2005, e 6,7% em julho ante junho.Na avaliação da Associação, o maior movimento do varejo se deve também às promoções e liquidações, à ampliação de prazos do crediário, e ao frio do último final de semana. A ACSP espera, baseada no ritmo de consultas ao SCPC e ao Usecheque, um desempenho mais favorável no comércio em agosto.

Agencia Estado,

02 de agosto de 2006 | 14h26

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