Varejo defende no governo novas regras para cartões

Comerciantes varejistas pressionarão o governo a dar um sinal mais claro a respeito de quais e quando as novas regras para o setor de cartões de crédito estarão em vigor. Na próxima segunda-feira, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ouvirá do presidente da Confederação nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, que há novas empresas querendo entrar no mercado brasileiro, mas que elas estão desconfortáveis com a insegurança jurídica.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

28 de maio de 2010 | 20h05

"Tivemos contatos com alguns players do setor, que veem no País um mercado enorme a ser explorado", comentou hoje. "O problema é que eles não sabem até hoje qual é a regra do jogo aqui e querem mais precisão sobre as regras", acrescentou. No fim do mês passado, o Banco Central (BC) e os ministérios da Justiça e da Fazenda divulgaram relatório final sobre a forma de atuação dos cartões no Brasil. Também foi anunciado que o Conselho Monetário Nacional (CMN) dará poderes ao BC de regular as tarifas dos cartões, como já faz hoje com as tarifas bancárias. A aprovação da alteração pode ocorrer daqui a um mês, no próximo encontro do conselho.

Os comerciantes se consideram uma das pontas mais fracas neste ramo e apostam que o aumento da concorrência melhorará a situação dos lojistas. Pellizzaro Junior aproveitará o encontro com Barreto para apresentar a estratégia do setor para tornar o mercado mais competitivo. "Queremos mostrar ao ministro quem pressiona quem, pois é um mercado muito complexo", afirmou. A intenção da CNDL é tornar o setor mais estimulado por meio da quantidade de agentes que nele atuam, o que traria uma redução dos custos para todas as partes envolvidas.

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