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Varejo é marcado pela desaceleração das vendas

Em fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,2% em relação a janeiro e 8,5% em relação a fevereiro do ano passado. Mas, eliminados os efeitos sazonais, a alta em relação a janeiro foi de apenas 0,2%, confirmando as expectativas dos especialistas de desaceleração da atividade na comparação entre o último trimestre de 2013 e o primeiro trimestre deste ano.

O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2014 | 03h46

O comportamento das vendas foi melhor no varejo restrito, que abrange hiper e supermercados, vestuário, móveis, eletrodomésticos, remédios, jornais, equipamentos de informática e artigos de uso pessoal. E pior no varejo ampliado, onde aparecem as vendas de veículos, peças e material de construção. Neste caso, houve queda de 1,6%, em termos dessazonalizados, em relação a janeiro, levemente acima da expectativa dos analistas. O resultado mais fraco foi o de veículos, motos, partes e peças, com queda de 2,4% pelo critério de média móvel de 3 meses e de 7,6% dessazonalizados em relação a janeiro.

O varejo mostra o grau de desaquecimento do consumo, num momento em que também é insatisfatório o ritmo das exportações, dos investimentos e de setores que até há pouco lideravam o crescimento econômico, como a construção civil. Em fevereiro, as vendas de materiais de construção no varejo evoluíram 2,2% e apenas 1% pelo critério de média móvel de 3 meses.

Como o número de dias úteis de março foi inferior ao de março do ano passado, por causa do carnaval, é pouco provável que os indicadores do mês passado apontem recuperação. Um sinal disso está no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) relativo a abril, divulgado ontem pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, mostrando uma queda de 4,4% em relação a março e de 22,7% em relação a abril do ano passado. O indicador ainda está no campo positivo, resta saber até quando - depois de um recuo de 35,4 pontos, de 155,6 pontos para 120,2 pontos, entre os meses de abril de 2013 e de 2014.

Há poucos fatores positivos para estimular as vendas neste trimestre, tais como o consumo dos turistas que vão assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2014 e a aquisição de eletroeletrônicos e TVs. Os fatores negativos parecem ser mais fortes, entre os quais a perda de poder de compra dos salários e a apreensão causada pelo risco de racionamento de energia elétrica, em decorrência do regime de chuvas desfavorável.

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