Varejo já parcela geladeira e fogão em até 30 meses

Grandes redes varejistas já começam a esticar os prazos de pagamento de eletrodomésticos, eletrônicos e equipamentos de informática, ainda de forma promocional. Essa é uma clara indicação de que os financiamentos longos devem ganhar força neste Natal. Hoje é possível quitar uma máquina de lavar em dois anos e meio, um televisor em dois anos e um computador em um ano e meio.

AE, Agencia Estado

20 de outubro de 2010 | 08h41

"Nunca oferecemos um prazo sem juros tão longo. Esses planos são inéditos", afirma o diretor de Negócios do Carrefour Soluções Financeiras, Ricardo da Cruz Barreto. Desde setembro, mês de aniversário da companhia, a rede parcela no cartão de crédito próprio os eletrodomésticos da linha branca em 30 meses sem juros, aparelhos de áudio e vídeo em 24 meses e itens de informática em 18 meses. Os resultados foram tão favoráveis que a rede decidiu estender essa condição de pagamento até o fim do ano.

Por ocasião também do seu aniversário comemorado neste mês, o concorrente Walmart começou em outubro a dividir em até 12 meses, sem acréscimo, o pagamento de uma lista de itens como computadores, geladeiras, máquinas fotográficas, por exemplo. A facilidade inclui não apenas produtos das lojas físicas, mas também as vendas online. No Extra, os eletroeletrônicos são financiados com prazos que chegam a 18 meses no cartão próprio. Já no Ponto Frio a condição de um ano e meio para pagar com cartão da rede vale só para produtos anunciados. A Casas Bahia oferece os prazos mais curtos em relação ao da concorrência: cinco vezes sem juros no cartão próprio e dez vezes, sem acréscimo, nos cartões de crédito tradicionais.

"Existe uma perspectiva de alongamento maior de prazos de pagamento até o fim do ano", prevê o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. A última pesquisa sobre prazos de pagamento feita pela entidade revela que, no mês passado, o prazo médio dos financiamentos, inclusive os bancários, era de 16 meses, e o máximo chegava a 36 meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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