Alex Silva/Estadão
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Covid-19

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Varejo já perdeu R$ 53,3 bilhões por causa do coronavírus, segundo a CNC

Em São Paulo, as lojas de itens não essenciais deixaram de vender R$ 25,64 bilhões, uma retração de 48,5% ante o mesmo período de 2019

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 15h01

Desde o início do período de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus, o varejo brasileiro de produtos não essenciais (ou seja, sem contar alimentos e produtos farmacêuticos) perdeu R$ 53,3 bilhões, com uma queda de 46,6% em relação ao mesmo período de 2019. O número é de um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC). “Foi praticamente a metade da receita de vendas obtida no mesmo período do ano passado até hoje, 7 de abril”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes e responsável pelo estudo.

Para chegar a essa cifra, ele analisou o impacto dos decretos de fechamento do comércio de produtos não essenciais em lojas de rua e shoppings em dez Estados. O economista levou em conta o período no qual esses decretos de isolamento social passaram a valer, os setores afetados e a venda média diária em relação ao mesmo período de 2019.

São Paulo foi o Estado que mais perdeu vendas em termos absolutos. No principal mercado consumidor do País, as lojas de itens não essenciais deixaram de vender R$ 25,64 bilhões, uma retração de 48,5% ante o mesmo período de 2019. Na sequência estão Minas Gerais (R$ 8,34 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 6,75 bilhões) e Santa Catarina (R$ 4,8 bilhões).

“O varejo neste ano já era”, diz Bentes. Ele pondera que, neste momento, é difícil fazer qualquer previsão do tamanho da retração no ano, porque não se sabe ao certo a extensão do problema e os desdobramentos sobre o emprego e a confiança do consumidor.

Nos supermercados e farmácias, a queda será menor, porque esses estabelecimentos vendem produtos essenciais, ressalta o economista. “Se as pessoas tiverem a metade da renda, certamente não vão comprar carro.”

Em relação a uma compensação do recuo das vendas das lojas físicas pelo comércio online, o economista lembra que a participação das receitas a partir desses serviços ainda é pequena se comparada ao consumo presencial. Segundo ele, o  varejo online não conseguirá  compensar essa retração  em curto espaço de tempo por causa da  queda na circulação de consumidores. Antes da pandemia, a fatia do comércio online no Brasil representava cerca de 5% do varejo como um todo.

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