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Varejo mantém expectativa conservadora para vendas de Natal

As incertezas econômicas podem levar o comércio a retardar as encomendas para o Natal. Adequando os volumes à demanda, o varejo deve iniciar seus preparativos em outubro e novembro, diferentemente do que ocorria até 2000, quando essa movimentação tinha início em agosto e setembro.A possibilidade de antecipação em relação aos dois últimos anos chegou a ser lembrada pela diretora da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Clarice Messer, considerando o comportamento de produção de algumas empresas, mas o varejo ainda se mantém cauteloso. Ela relatou que, desde maio, quase todos os segmentos da indústria paulista começaram a viver a história que a indústria automobilística já tinha antecipado: baixas vendas e estoques cheios. A partir daí, então, reduziram o ritmo de suas linhas de produção e passaram a escoar as mercadorias estocadas. Este é um processo no qual a indústria ainda está, mas há indicações de que os pedidos começam a pipocar.Para os supermercados, as previsões para este final de ano são bem conservadoras. A expectativa é de que o movimento dos últimos meses apenas cubra as perdas registradas até agora. Parte do fôlego pode vir por meio dos importados, que no ano passado sumiram das prateleiras por causa do salto do dólar. Em 2003, com o recuo da taxa de câmbio, os importados podem voltar, na opinião do presidente da Abras, João Carlos de Oliveira. "Mesmo assim, não se espera um resultado maravilhoso", afirmou.Expectativa contráriaPor outro lado, a rede de móveis e eletroeletrônicos Casas Bahia iniciou seu processo de compras para o Natal, mas é neste período que tradicionalmente a empresa faz seus pedidos, até para atender à solicitação dos fabricantes que querem fazer uma programação da produção. A diferença é que as expectativas são mais otimistas. De acordo com o diretor Michel Klein, as encomendas foram ampliadas em 20% em relação ao ano passado, pois se espera um acréscimo de vendas na mesma proporção.O entusiasmo se deve aos sinais de que o consumidor vai voltar com mais ânimo às lojas e ainda à sua maior penetração, uma vez que até o final do ano 25 novas unidades estarão em funcionamento em relação ao ano passado. O sucesso da empresa na venda de aparelhos celulares também está endossando o otimismo.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2003 | 13h41

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