Varejo mostra aperto dos orçamentos domésticos

Embora o mercado já contasse com a fraqueza do movimento do comércio varejista em março, com zero de variação sobre fevereiro e recuo de 0,2% sobre igual mês do ano passado, a pesquisa do IBGE exibiu resultado pior: queda de 0,5% sobre o mês anterior e de 1,1% em relação a março do ano passado. Esse é o primeiro resultado negativo de um ano para outro.

O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2014 | 02h07

Ainda em março, em relação a fevereiro, das 10 atividades pesquisadas, apenas 3 apresentaram variação positiva. As taxas de crescimento nesses casos foram de 1,5% para móveis e eletrodomésticos; 1,2% para livros, jornais, revistas e papelaria; e de 0,5% para remédios, produtos ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. Os outros 7 itens pesquisados registraram quedas: -0,2% para artigos de uso pessoal e doméstico; -0,6% para veículos a motor, partes e peças; -0,8% para tecido, vestuário e calçados; -1,0% em super e hipermercados, alimentos, bebidas e fumo; -1,5% em combustíveis e lubrificantes; -3,1% em material de construção; e -4,5% em equipamentos e materiais de escritórios.

Na comparação março/14-março/13 cinco das oito atividades do varejo tiveram resultados negativos no volume de vendas. Por ordem de importância foram de -2,8% nos hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo; -7,3% em tecidos, vestuário e calçados; -3,8% em artigos de uso pessoal e doméstico; -4,9% em equipamentos e materiais para escritórios; -8,2% em livros, jornais, revistas e papelaria. Nas variações positivas destaca-se o setor de remédios e produtos ortopédicos com crescimento de 9,6%; os combustíveis e lubrificantes ficaram com 4,0% de variação positiva; e móveis e eletrodomésticos aumentaram suas vendas em 3,8%.

É importante notar que a principal contribuição negativa para a taxa global de queda no varejo, no caso da comparação março/14-março/13, foi dada pelos hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo, com -2,8% nas vendas. Em segundo lugar vêm os tecidos, vestuário e calçados, com -7,3%; em terceiro, artigos de uso pessoal e doméstico, com -3,8%; e, em quarto lugar, os equipamentos e material de escritório, com -4,9%.

Com exceção deste último grupo, os demais são considerados bens de salário, que impõem ao consumidor idas mensais ao comércio ou em períodos não muito longos. Os seus resultados denotam, portanto, em certa medida, o nível de aperto em que incorrem desde o início do ano os orçamentos domésticos.

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