Varejo paulistano teve em maio o maior faturamento do ano

Receita de R$ 13,8 bilhões é resultado de um cenário favorável de renda e emprego, segundo a FecomercioSP 

Beatriz Bulla, da Agência Estado,

25 de julho de 2012 | 11h36

SÃO PAULO - O faturamento do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo chegou a R$ 13,8 bilhões em maio - o melhor mês do ano e o maior resultado desde novembro de 2010. Foi também o melhor maio dos últimos cinco anos. As informações são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que divulgou nesta quarta-feira, 25, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV). Na comparação com abril, houve aumento de 7,1%. Ante maio de 2011, a variação foi de 6,9%. No ano, o indicador acumula alta de 4,4%.

Em nota distribuída à imprensa, a assessoria técnica da FecomercioSP afirmou que o cenário favorável de renda e emprego ainda é o principal fator que permite ao varejo aumentar seu faturamento. Além disso, a instituição menciona as reduções nas taxas de juros e dilatação de prazos de financiamento como determinantes para as boas vendas de bens duráveis.

Supermercados e lojas de eletroeletrônicos puxaram o resultado, respondendo, juntos, por 51,5% do crescimento de maio deste ano ante maio de 2011, que ficou em 6,9%. Em maio deste ano, ante o mesmo mês de 2011, os supermercados tiveram alta de 6,2% e as lojas de eletroeletrônicos, de 31%.

O comércio automotivo contribuiu com 20,5% do resultado de maio de 2012 ante maio de 2011, e teve uma expansão de 5,7% na comparação de maio deste ano com maio de 2011. A FecomercioSP vê a velocidade com que o setor transferiu os estímulos fiscais do governo ao consumidor como fator de estímulo às vendas do comércio de automóveis.

As farmácias e perfumarias também aumentaram as vendas e faturaram 29,6% a mais em maio de 2012 do que no mesmo mês do ano passado. Para o comércio eletrônico, a variação foi de 10,1%. As lojas de departamento, contudo, diminuíram em 4,2% o faturamento e as lojas de vestuário, tecido e calçado também registraram variação negativa, de 3,5%. 

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