Varejo pede redução do IOF para produtos populares

Lista de reivindicações para estimular consumo e evitar desemprego do setor foi entregue ao presidente do BC

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

06 de fevereiro de 2009 | 18h42

Representantes do varejo entregaram nesta sexta-feira, 6, em São Paulo, ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, uma lista de reivindicações para estimular o consumo e evitar o desemprego do setor. Entre as propostas estão a agilização da aprovação do cadastro positivo, a criação de uma linha de crédito direto para as varejistas e a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para financiamento de bens básicos de consumo popular.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à criseEm nota, o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou que Meirelles propôs um estudo que indique os produtos básicos populares, por segmento de atuação das varejistas, que poderiam ser beneficiados pela redução do IOF. Os representantes do varejo destacaram ainda que a aprovação por parte do Congresso da criação do cadastro positivo "evitará que os consumidores que honram seus compromissos sejam punidos pelos inadimplentes com taxas injustas".A proposta apresentada de criação de uma linha de crédito direto para as varejistas, para estimular os financiamentos com taxas mais baixas, foi nos mesmos moldes da oferecida para a indústria automotiva, destaca a nota. De acordo com o comunicado, Meirelles mostrou-se bastante receptivo à ideia, solicitando a formação de um grupo de trabalho para apresentar uma proposta.As empresas associadas ao IDV apresentaram no ano passado um faturamento próximo a R$ 120 bilhões, distribuídos em mais de 9 mil pontos-de-vendas. Os empregos diretos gerados por essas empresas chega a 360 mil vagas. Entre os associados estão Casas Bahia, Carrefour, Magazine Luiza, Grupo Pão de Açúcar, Marisa, Ponto Frio, Pernambucanas, Lojas Renner e Riachuelo.

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