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Varejo pode rever promoções se taxa Selic subir

Grandes redes de varejo de eletrodomésticos e móveis cobram juros inferiores a 1% ao mês e muito abaixo da taxa básica de juros (Selic), de 16% ao ano, ou 1,24% ao mês, enquanto cresce a probabilidade de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volte a aumentar a Selic. A reunião do Copom termina hoje e as apostas estão divididas entre a manutenção dos juros e uma alta de 0,25 ponto porcentual ou 0,50 ponto porcentual.Há duas semanas, as Casas Bahia, por exemplo, cobram juros de 1% ao mês nos financiamentos para cerca de cem produtos. "Ampliamos a nossa venda entre 20% e 25% por conta dessa promoção", diz o diretor da rede, Michael Klein. Ele argumenta que banca a taxa menor com recursos próprios e não descarta reavaliar a promoção, se o governo optar pelo aumento da Selic.Estratégia semelhante deve ser adotada pela Loja Cem, cuja a menor taxa é de 1,4% ao mês nos planos em até 5 vezes, modalidade de financiamento que responde pela maior fatia das vendas financiadas. A empresa trabalha com juros menores devido à taxa de inadimplência ser muito reduzida nesse tipo de financiamento.O supervisor-geral da empresa, Valdemir Colleone, diz que os juros menores serão revistos se o Copom aumentar a taxa em 0,5 ponto porcentual. "A taxa de 1,4% ao mês é fantástica e não podemos bancar juros dessa ordem se a Selic aumentar." Ele pondera também que uma alta de 0,25 ponto nos juros, embora não tenha impacto direto nas taxas, afeta as expectativas de consumo. Opoinião contráriaJá o superintendente das Lojas Colombo, Eldo Moreno, discorda dos concorrentes. "O varejo vem trabalhando com taxas que estão à revelia do Copom. Se o governo optar pela alta dos juros, não vai acontecer nada." Ressalta, no entanto, que haveria uma quebra das expectativas favoráveis que estão se delineando para o fim do ano. A menor taxa de juros cobrada pelas Lojas Colombo é de 0,99% ao mês nos planos de financiamento em até 6 vezes para produtos específicos. O diretor da Servloj, Oswaldo de Freitas Queiróz, ressalta que não há milagre para cobrar taxa menor que a Selic: ou as lojas reduzem a margem ou sobem o preço da mercadoria.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2004 | 11h18

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