Varejo quer facilitar vendas pela Internet

O desafio para o setor de varejo este ano é integrar os diferentes canais de venda, com o objetivo de agregar valor para a companhia. Segundo especialistas, a idéia é tornar o cliente multicanal mais rentável e mais fiel. "Hoje os nossos diversos canais ainda não conversam bem", comentou o diretor geral de vendas do Magazine Luiza, Frederico Trajano. Segundo ele, a empresa pretende oferecer, por exemplo, a possibilidade de compra via Internet e o pagamento ou retirada do produto na loja física. Além disso, o Magazine quer disponibilizar em sua página na rede mundial listas de casamento, que hoje só podem ser feitas nas lojas. A empresa tinha duas diretorias de venda, uma para comércio eletrônico e outra para vendas tradicionais. Com a necessidade de integração, elas passaram a ser uma só, explicou Trajano.De olho na fidelização do consumidor, o Pão de Açúcar reestruturou no ano passado sua estratégia de negócios eletrônicos. Agora, as vendas se concentraram no site da própria companhia e no do Extra, com o objetivo de fortalecer a marca, segundo o gerente geral de comércio eletrônico do grupo, Jonas Ferreira. Para o consultor Alberto Serrentino, da Gouvêa de Souza & MD, a companhia que fizer bem a integração de seus canais tende a ganhar espaço no mercado. Ferreira destacou que, no caso do Pão de Açúcar, cerca de 51% das pessoas que compram pela Web também visitam lojas físicas.Em janeiro, as vendas pelo site do Magazine Luiza o tornaram a maior loja da empresa, segundo Trajano. Isso significa que o site vendeu mais que qualquer unidade física do Magazine. Em 2001, o comércio eletrônico da empresa, que inclui as lojas virtuais - onde o cliente usa uma estrutura da empresa para fazer compras por um sistema eletrônico -, gerou R$ 50 milhões, ou 8% do faturamento total do período, de R$ 600 milhões. O Pão de Açúcar não divulga detalhes, mas Ferreira disse que as vendas do site são equivalentes às de uma grande loja física do grupo.O consultor Serrentino destacou, contudo, que o fato de o Pão de Açúcar vender produtos perecíveis traz dificuldades, como necessidade de rapidez na distribuição. "O cliente do supermercado não pode esperar três dias para receber um sorvete", brincou. A melhor alternativa, segundo ele, é usar a rede de lojas como distribuidora. No Pão de Açúcar, 80% dos produtos comprados na Internet saem de um estoque exclusivo e o restante, das lojas.Veja nos links abaixo os sites das empresas.

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