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Varejo reduz pedidos a fornecedores, diz IDV a Mantega

O presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Fernando de Castro, entregou hoje ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, dados do Índice Antecedente de Vendas (IAV-DV) do instituto que mostram a desaceleração da economia. De acordo com ele, o varejo já reduziu em 1,5% os pedidos junto a fornecedores em abril e maio em relação ao mesmo período do ano passado, considerando que as vendas do setor cairão na mesma proporção no decorrer dos próximos três meses.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

20 de maio de 2011 | 18h08

O indício de que essa previsão poderá se cumprir são os dados de venda de abril e maio, que caíram 1,5% na comparação com o mesmo período de 2010. O executivo destaca que, em maio, quando foi comemorado o Dia das Mães, o desempenho dos setores que mais vendem ficou abaixo do previsto. Por isso, Castro disse que entregou ao ministro informações que confirmam que as medidas adotadas desde o ano passado pelo governo federal para conter a demanda e o crédito já estão surtindo efeito.

De acordo com Castro, no curto prazo, é difícil dizer se o remédio foi amargo demais, mas que o setor entende que as ações são suficientes e já pensa em novas medidas para reativar a atividade do varejo. Este ano, o crescimento do varejo, de acordo com Castro, deverá ter uma alta pouco acima da variação do PIB. No ano passado, o crescimento real das vendas do varejo foi em torno de 8%. "Nós estamos informando ao ministro que as medidas já são suficientes e que devemos manter a economia neste nível."

O ministro da Fazenda foi recebido hoje em almoço realizado pelo IDV, na capital paulista. Na saída, Mantega, já de posse das informações do IDV, disse que não será necessário tomar mais medidas de contenção à demanda e ao crédito.

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