Varejo têxtil teme salvaguarda OTIMISMO

A Hering não foi a única varejista a subestimar as vendas para o Natal do ano passado e enfrentar a falta de abastecimento das lojas. O problema ocorreu, em maiores ou menores proporções, de forma generalizada no varejo, segundo a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), entidade que representa as 15 maiores redes do País, como C&A, Lojas Renner e Marisa.

O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2013 | 02h07

As empresas fizeram o planejamento para o Natal em junho do ano passado. Naquele momento, a economia brasileira enfrentava uma forte desaceleração e todas as redes foram mais conservadoras nas suas projeções para as vendas de fim de ano. Em setembro, as empresas sentiram que o mercado poderia se aquecer e correram para reforçar as encomendas. Como muitos pedidos foram feitos de última hora, era tarde demais para importar.

A associação das grandes varejistas diz que a cadeia de fornecedores nacionais para produtos têxteis não conseguiu atender a demanda. "Houve uma corrida, mas a indústria nacional não estava preparada", afirma a Abvtex.

A entidade teme que o problema de abastecimento se agrave se o governo aprovar o pedido de salvaguarda contra itens de vestuário importados, que está sendo analisado em Brasília. Para os varejistas, o efeito pode ser um custo maior para importar e uma disputa mais acirrada entre as redes para contratar fornecedores nacionais. Com isso, o preço das roupas na loja para o consumidor pode aumentar.

TECNOLOGIA

Startup brasileira de

educação recebe novo aporte O portal de educação Veduca, lançado em março do ano passado pelo engenheiro Carlos Souza, está chamando atenção de gente muito grande lá fora. Nesta semana, um mega grupo editorial europeu fará um aporte na empresa - será o primeiro investimento do conglomerado na América Latina. O nome do investidor e o valor do investimento ainda não foram revelados. O portal exibe, gratuitamente, aulas de grandes universidades internacionais com legenda em português. Embora já tenha registrado mais de 1,2 milhão de visitantes, o Veduca ainda não tem receita. Ainda no primeiro semestre, o portal deve começar a vender cursos com certificação para pessoas físicas e conteúdo para instituições de ensino.

RESTAURANTE

Rede de comida japonesa

dos EUA chega ao Brasil

Quase um ano depois de ter sido comprada pelo fundo de private equity Angelo, Gordon & Co, a rede americana de restaurantes japoneses Benihana começou a colocar em prática seu plano de expansão. O presidente da companhia Richard Stockinger desembarca nesta quarta-feira em São Paulo para inaugurar o primeiro restaurante do grupo no Brasil. A unidade está em funcionamento desde dezembro, mas só agora terá a "bênção" do chefe global. O executivo acredita que o País comporte dez unidades da rede - que só nos Estados Unidos tem mais 95 casas. Em 2011, a Benihana faturou US$ 327 milhões. No ano passado, ao ser vendida para o fundo, a empresa fechou o capital.

SELEÇÃO

Stora Enso lança programa mundial de trainees

A gigante finlandesa do setor de celulose e papel Stora Enso lançou um programa de alcance mundial para treinar executivos. A empresa, com atuação em todos os continentes, busca jovens interessados em ter uma experiência internacional no curto prazo. Os aprovados no programa - ministrado em inglês e com duração de 18 meses - terão garantidos, além de uma posição na companhia, um estágio de três meses fora de seu país de origem e um curso de desenvolvimento gerencial no International Institute for Management Development, na Suíça.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.