Varejo vai contratar mais de 100 mil temporários para o Natal

Número de trabalhadores é 10% maior do que o contratado em igual período de 2006

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

13 de outubro de 2007 | 00h00

A expectativa de maior movimento de vendas neste Natal levou o comércio a aumentar a procura por trabalhadores temporários. Mais de 100 mil contratações devem ser feitas neste fim de ano só no varejo, estima a Associação Brasileira de Serviços Terceirizáveis e de Temporários (Asserttem).O número é 10% maior do que o registrado em igual período de 2006. Apenas o Grupo Pão de Açúcar, uma das maiores redes de supermercados do País, vai abrir 5 mil vagas temporárias a partir da próxima semana. Desse total, 4 mil serão oferecidas no Estado de São Paulo.O emprego temporário é aquele em que a pessoa presta serviços a uma empresa por um período de até três meses, que pode ser renovado por mais três meses."É uma ótima oportunidade para quem ainda não conseguiu um emprego fixo", diz Vander Morales, diretor da Asserttem. "Os profissionais que se destacam em seu trabalho têm a chance de trocar o contrato temporário por um efetivo, caso surja a vaga." Das 91 mil contratações feitas por empresas do varejo no fim de 2006, cerca de 35% foram efetivadas, segundo a Asserttem. No Pão de Açúcar, a previsão para este ano é de aproveitar 20% dos temporários. A seleção dos candidatos começou este mês. Desde o início da semana, mais de 2,6 mil oportunidades de emprego temporário na capital e Grande São Paulo já estavam disponíveis nas unidades do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), que fazem intermediação de mão-de-obra e habilitação do seguro-desemprego, sob administração da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo.Na unidade do bairro da Liberdade, região central da cidade, o número de candidatos aumentou em torno de 30%. Foram distribuídas 2 mil senhas na segunda-feira ante 1,5 mil na segunda-feira anterior. "Além da possibilidade de uma renda extra, essas vagas representam uma oportunidade para o primeiro emprego e para recolocação no mercado", observa Geraldo Vinholi, secretário municipal do Trabalho.Desempregada há seis meses, a comerciária Ana Célia Gomes da Cunha, de 25 anos, conseguiu ser pré-selecionada para uma das vagas. "Entrei como temporária no meu primeiro emprego, há seis anos, e depois fui contratada pela empresa", conta a comerciária. "Espero que aconteça o mesmo agora."Monalisa Albino da Silva, de 19 anos, que há cinco meses perdeu o emprego numa rede de supermercados, também está confiante. "Não vou encarar essa oportunidade como um bico", diz Monalisa. "Conseguir um emprego fixo vai depender do meu esforço."As Casas Bahia, maior rede de varejo de eletroeletrônicos e móveis do País, com faturamento de R$ 11,5 bilhões no ano passado, vão contratar cerca de 1,5 mil temporários, que já estão pré-selecionados.A empresa, que tem hoje uma rede de 546 lojas e emprega mais de 52 mil pessoas, tem planos de agregar parte dos temporários a seu quadro de pessoal. Mas o número ainda vai depender do resultado dos negócios no último trimestre, o mais forte do ano."Esperamos vender 10% mais do que no Natal do ano passado", diz Michel Klein, diretor-executivo das Casas Bahia.Já as Lojas Cem, também especializadas em eletroeletrônicos e móveis, não trabalham com temporários, mas decidiram reforçar a equipe. A rede está contratando 250pessoas para fazer frente ao aumento das vendas até dezembro. "No próximo trimestre, faremos uma seleção natural, e uma parcela dos temporários pode ser contratada definitivamente", diz Valdemir Colleone, supervisor-geral das Lojas Cem.A expectativa da rede para o fim do ano é de vender 15% mais produtos do que no Natal do ano passado.

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