Varig admite demissão de 2,5 mil após fusão com a TAM

A fusão com a TAM acarretará a demissão de 2,5 mil empregados na Varig, mas garantirá a manutenção de cerca de 25,5 mil empregos nas empresas da Fundação Ruben Berta (FRB), dona da empresa. Segundo o presidente do conselho de curadores da FRB, Luiz Martins, os cortes serão amenizados por programas de demissão voluntária e ficarão abaixo do previsto em planos de gestões anteriores da Varig, que contemplavam a eliminação de cinco mil postos.Atualmente, 28 mil pessoas trabalham nas empresas da FRB, das quais perto de 13 mil na Varig. Destes, algo em torno de 10,5 mil deverão continuar trabalhando na empresa aérea que nascerá da fusão com a TAM, processo que está emperrado por causa de uma decisão judicial. De 1994 até o ano passado, a Varig já eliminou quase 10 mil empregos diretos. A TAM também deverá fazer ajustes de pessoal. O próprio ministério da Defesa admitiu, recentemente, que é ?inevitável? haver demissão depois da fusão.Os cortes foram estimados pelo executivo, já que o quadro de pessoal da nova empresa ainda será definido. Depois de formalizada a associação, começará a negociação com os credores e contratação de consultorias nas áreas de recursos humanos, tributária e de marcas. Segundo Martins, a marca Varig será ?preponderante? na nova empresa, cujo presidente será escolhido no mercado.Na nova empresa a ser criada com a fusão, a Varig terá 5%. ?Se fosse calculado matematicamente era ?menos alguma coisa?. Não há critério que consiga atribuir à Varig participação positiva num processo normal de associação?, disse. Martins confirma que a participação da TAM depende ainda das negociações com os credores e afirma que isso ?não interessa? à fundação. ?A da Varig já foi definida por conta do alto endividamento?, afirmou. O curador garantiu que não haverá predominância de nenhuma das duas empresas na administração da nova companhia aérea. Na avaliação dele, há chances de a fusão ser fechada entre o fim deste ano e o início do ano que vem.

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