Varig ainda não divulgou número de demissões

Em reunião com a direção da Varig, o advogado da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Álvaro Quintão, tomou conhecimento que o valor estimado das rescisões contratuais dos trabalhadores da empresa é de R$ 170 milhões. A companhia, porém, não detalhou o número exato de cortes nem quando aconteceriam. No entanto, já se sabe que a idéia é demitir em torno de 8.000 pessoas, já que a Varig terá pouco menos de 2.000 funcionários, dos atuais 10.000 empregados.A lista de funcionários que serão aproveitados na nova empresa que será criada a partir do leilão da Varig deve ser divulgada ainda nesta semana. O representante da Volo, empresa que controla a VarigLog - empresa que arrematou a Varig por US$ 500 milhões -, Marco Antônio Audi, explicou que esse número vai depender da quantidade de aeronaves que a nova empresa vai dispor.A companhia pretende negociar com empresas de leasing para voltar a operar com aeronaves que hoje estão paradas, sob ameaça de arresto. Aliás, este será o principal desafio da VarigLog. A nova empresa formada a partir da venda da Varig para a VarigLog terá 30 dias após a homologação da operação para comprovar que tem condições de manter todas as suas linhas. Caso contrário os slots (horários e espaços para pouso e decolagem nos aeroportos) serão redistribuídos para outras companhias.Anac pode punir VarigOs diretores da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) reúnem-se na tarde desta segunda-feira para analisar a situação da Varig e uma possível punição para a empresa que, no final da tarde de quinta-feira, anunciou que cancelaria todos os vôos, exceto a ponte aérea Rio-São Paulo. Na sexta-feira, a Anac iniciou o dia dizendo que garantiria o embarque dos passageiros em outras companhias aéreas, mas, durante a tarde, voltou atrás e rejeitou o pedido de suspensão temporária dos vôos cancelados.Depois da decisão da Anac, a Varig anunciou que voltaria a oferecer parte dos vôos que haviam sido suspensos - Rio de Janeiro-Recife-Fernando de Noronha; São Paulo-Fortaleza e São Paulo-Manaus (os vôos de Manaus e Fortaleza serão feitos em dias intercalados); Frankfurt; Londres; Miami e Nova York (também sendo feitos em dias intercalados); Caracas e Buenos Aires.Contudo, além desses vôos, a Anac determinou que a Varig voltasse a oferecer outras rotas, que faziam parte do plano emergencial da empresa. A Anac quer que a Varig volte a oferecer vôos para os seguintes destinos: Belém, Natal, Salvador, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Santiago, Santa Cruz de La Sierra e Lima. A empresa, porém, diz não ter prazo definido para voltar a operar esses vôos.

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