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Varig cancela 17 vôos nesta terça

A Varig informou em comunicado que foram cancelados mais 17 vôos nesta terça-feira, o que, de acordo com a empresa, "representa menos de 10% do total de operações da companhia". Segundo a nota, as operações contam com 180 vôos domésticos e internacionais por dia. Entre os vôos suspensos, dois são da ponte aérea Rio/São Paulo/Rio. A Varig informou ainda que o Vôo 8721 - Rio(Galeão)/São Paulo (Guarulhos)/Paris - será cancelado à noite e os passageiros serão acomodados em outros vôos da Varig ainda nesta terça: via Frankfurt (vôo 8740) e via Londres (vôo 8756). A empresa esclareceu ainda que todos os passageiros são acomodados em outros vôos da companhia ou de congêneres. "A empresa tem mantido bons índices de aproveitamento em seus vôos. Nas rotas domésticas, é de 68% e na internacional, de 65%. Na ponte aérea, o aproveitamento está em torno de 50%", detalhou a nota.Balanço da Varig divulgado na última segunda-feira informava que, desde sábado, a companhia aérea já havia cancelado 48 vôos - sem contar os desta terça. Só na última segunda o número foi de 16, sendo quatro internacionais. De acordo com a companhia, os vôos suspensos foram: Rio-Buenos Aires; Buenos Aires-Rio; São Paulo-Buenos Aires e Buenos Aires-São Paulo. A assessoria de imprensa da empresa explicou que a Varig tenta reprogramar seus vôos para se adequar ao novo tamanho de sua frota. Além disso, a assessoria ponderou que questões climáticas também influenciaram na suspensão. O aeroporto de Porto Alegre, por exemplo, ficou fechado devido ao mau tempo.Os cancelamentos começaram no final de semana. A Varig suspendeu quatro vôos internacionais: São Paulo-Miami; São Paulo-Nova York; São Paulo-Cidade do México e São Paulo-Santiago.Juiz aceita proposta da TGVNo final da tarde desta segunda-feira, o juiz da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, que cuida do processo de recuperação judicial da Varig, aceitou hoje a proposta dos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) pela compra da companhia. Contudo, o juiz anunciou, em entrevista coletiva no Rio, que vai impor condições. Entre essas elas, deu mais 48 horas para o grupo dos trabalhadores da companhia explicar origem dos recursos.O primeiro prazo para a entrega desta documentação estava marcada para segunda, às 14 horas. A documentação não foi entregue. O novo prazo ficou marcado, portanto, para quarta-feira, ao meio-dia.O TGV foi o único a formalizar uma proposta no leilão que aconteceu na quinta-feira no valor de US$ 449 milhões (R$ 1,010 bilhão), que é quase metade dos US$ 860 milhões avaliados pelos organizadores para a venda da Varig, como preço mínimo para a operação, incluindo operações internacionais e domésticas. Na primeira etapa do leilão, quando o valor mínimo deveria ser obedecido, nenhuma proposta foi apresentada. Na segunda etapa, sem preço mínimo, o TGV fez sua proposta.Este texto foi atualizado às 11h55.

Agencia Estado,

13 de junho de 2006 | 11h21

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