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Varig confirma 350 demissões

A Varig confirmou que na terça-feira vai demitir cerca de 250 comissários e 100 pilotos. Segundo a empresa, os cortes são necessários porque há um excesso de tripulantes, já que a Varig devolveu 13 aviões neste ano. Os cortes devem ocorrer bem ao final da trégua negociada com o governo. No dia 2 de abril, a Varig e a TAM fizeram um pacto com o governo, de não fazer demissões por 30 dias. Durante esse período, o Conselho de Aviação Civil (Conac) criou comissões para discutir soluções para o setor. A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio, disse que a entidade não foi comunicada oficialmente das demissões. Graziela diz que o sindicato vai denunciar ao ministro da Defesa, José Viegas, as demissões "precipitadas". "A decisão da Varig é precipitada e vai contra a orientação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de reversibilidade do processo de fusão", diz. "Trata-se de uma afronta contra a vontade política do governo. Nós íamos discutir as demissões à medida que o processo de fusão com a TAM fosse evoluindo", completa. Segundo Graziela, a Varig está desrespeitando a convenção coletiva, porque ainda não apresentou um plano de demissões voluntárias ou de incentivos a aposentadorias. Só no ano passado, a empresa dispensou 4,5 mil funcionários. "Agora, se a empresa não acabou de pagar nem o salário de março, quero ver como vai pagar as rescisões." Segundo ela, a Varig não pagou os salários integrais de março e abril. A Varig informou que mais demissões ocorrerão até junho, porque quatro aviões MD 11 serão devolvidos. Segundo informações, a TAM também deve retomar os cortes de funcionários nesta semana.

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