Varig considera "incompreensível" intervenção na empresa

A Varig qualificou hoje com "incompreensível" a proposta de intervenção na empresa aérea feita ontem por um grupo de parlamentares e afirmou que a adoção da medida representaria uma atitude "radical e totalitária". O ministro da Defesa e vice-presidente, José Alencar, já havia descartado hoje esta possibilidade. Segundo ele, a melhor alternativa para a companhia seria uma solução de mercadoEm nota divulgada hoje à tarde, a empresa disse que "recebeu com grande surpresa a iniciativa da auto-intitulada `frente parlamentar de defesa da Varig, e de alguns ex-funcionários, em pedir intervenção federal na empresa".De acordo com a nota, "esta atitude torna-se ainda mais incompreensível no momento em que, a despeito das enormes dificuldades, a Varig vem honrando seus compromissos, alcançando índices operacionais entre os melhores da indústria e trabalhando com todo empenho na busca de uma solução definitiva para a companhia".Segundo a empresa, no lugar de pleitear "uma ação radical e totalitária dessa natureza, os chamados "defensores da Varig deveriam demonstrar concretamente seu interesse numa solução justa". A Varig defende que o futuro da aviação comercial passa pela "sobrevivência de uma empresa que, há mais de sete décadas, vem prestando bons serviços ao país e a seus passageiros".

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