Varig continua cancelando vôos, mas tumulto diminui

Mesmo sem a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Varig continua cancelando vôos por conta da crise pela qual passa. Pelo menos 32 viagens foram suspensas nesta terça-feira, no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio, e no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, São Paulo. No Rio, pelo menos 16 trajetos não foram cumpridos. Dez deles eram domésticos e partiriam para São Paulo, Manaus, Fernando de Noronha, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Fortaleza e Foz do Iguaçu. Na malha internacional, foram suspensos os vôos com destino a Buenos Aires, Lima, Caracas e Copenhague. Apesar disso, não houve confusão entre os passageiros na hora de trocar os bilhetes. A movimentação no balcão da companhia aérea, pela manhã, estava reduzida. Os outros 16 vôos cancelados partiriam de São Paulo. Durante toda a manhã, de 20 vôos programados apenas dois foram confirmados - um para Manaus, que deveria partir às 11 horas mais foi antecipado para 8 horas outro para Salvador. Ambos, no entanto, por volta das 9h45 ainda não haviam decolado. Assim como ocorreu no Rio, em São Paulo não houve registro de tumulto de passageiros da Varig. Além disso, quase não filas nos guichês da companhia.Determinação A diminuição no tumulto é uma resposta à determinação dada pela Anac na última segunda-feira. Segundo a agência, os passageiros que não iniciassem viagem (na origem) "serão avisados por call center da Varig sobre o cancelamento dos vôos". Esse usuário, de acordo com o documento, deverão ser acomodados futuramente conforme disponibilidade em classe de reserva especial em vôos regularmente operados pela Varig. "Caso não exista vôo regular operado pela Varig, os bilhetes existentes serão aproveitados, conforme política a ser definida brevemente", relatou o texto da nota oficial da agência, sem detalhes sobre o assunto.Ainda, conforme a Anac, a companhia e seu novo controlador, a VarigLog, teriam de informar "imediatamente" os vôos que pretendem operar no mercado doméstico e no exterior. Caso essa comunicação não seja feita, a própria agência definirá as rotas "durante o período de emergência com as aeronaves disponíveis". O fato é que a Varig já havia informado, na noite de sexta-feira, que rotas seriam retomadas. O que se esperava da Anac era uma punição à companhia aérea, já que ela cancelou vôos na semana passada - medida que estava proibida no edital de venda do leilão da Varig. A Anac informou ainda que recebeu nesta segunda-feira a garantia da presidência da Varig de que todos os passageiros da empresa, prejudicados com os cancelamentos de vôos, receberão acomodação. Segundo a Anac, a garantia foi dada pelo presidente da companhia, Marcelo Bottini, em ofício assinado à agência.Passageiros Segundo a nota, os passageiros em trânsito serão acomodados em vôos de outras empresas, "desde que haja lugares disponíveis nos aviões. Também deverão receber refeições em caso de espera acima de quatro horas e acomodação em hotel, caso não haja vôo no mesmo dia.A Anac ainda orienta que os passageiros que tiverem vouchers da Varig para alimentação e hotéis e que não forem recebidos pelas empresas deverão pagar os gastos e guardar notas e recibos para "posterior ressarcimento junto à Varig".Este texto foi atualizado às 10h10.

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